São Paulo – Os Emirados Árabes Unidos ainda não retomaram seus voos comerciais, porém criaram um “corredor seguro” para a saída de passageiros do país. De acordo com o ministro da Economia e do Turismo, Abdulla bin Touq Al Marri, 17.498 passageiros foram transportados em 60 voos. O corredor aéreo, disse, pode operar até 48 voos por hora e deverá ser ampliado para 80 movimentos de aeronaves por hora, com um fluxo total de 27 mil passageiros.
As fases seguintes deste planejamento, informou o ministro, dependerão da evolução da segurança no país, que criou este corredor em coordenação com os vizinhos do Golfo. Os países da região estão sendo alvos de ataques retaliatórios do Irã, por sua vez alvo de Estados Unidos e Israel desde sábado (28).
Até às 15h desta terça-feira (3), os Emirados mantinham seu espaço aéreo fechado para voos comerciais, assim como o Catar. Nos Emirados, as empresas Emirates e flydubai operam voos limitados. Em notas em seus websites, Emirates e Qatar Airways, as duas companhias do Golfo que têm voos diretos para o Brasil, recomendam que os passageiros não se dirijam aos aeroportos sem serem contatados por elas.
A Jordânia, por sua vez, abriu seu espaço aéreo para todos os voos civis, de pousos, decolagens e voos de trânsito sobre o seu território. Segundo a Qatar News Agency (QNA), o presidente do conselho de comissários da comissão reguladora da Aviação Civil da Jordânia, Deifallah Al-Farajat, afirmou que a abertura do espaço aéreo foi feita após uma profunda avaliação de riscos em coordenação com as autoridades locais.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, discutiu nesta terça-feira (3) com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, os “possíveis cenários” para o conflito nos próximos dias. Ele transmitiu a “solidariedade do Brasil”, e expressou preocupação quanto aos desdobramentos do conflito, informou o Itamaraty,
As embaixadas do Brasil em Doha, no Catar, e em Abu Dhabi, nos Emirados, informam em nota em seus perfis nos Instagram que o governo brasileiro está em contato com o governo da Arábia Saudita para avaliar a possibilidade de emissão simplificada de vistos de trânsito pelos sauditas como alternativa para deixar o Golfo, pois o país não fechou seu espaço aéreo.


