Exportação brasileira de frango pode crescer até 5% em 2019

Projeção foi divulgada pela Associação Brasileira de Proteína Animal. Exportações para a Arábia Saudita nos sete primeiros meses deste ano cresceram 5%. Associação vai lançar marca de genética avícola.

Da Redação
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São Paulo – As exportações de carne de frango devem crescer em até 5% em 2019. A previsão é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e foi divulgada nesta quarta-feira (21). A expectativa da entidade é que os embarques cheguem a 4,3 milhões de toneladas, volume 4% a 5% superior ao que foi comercializado em 2018. Já para a produção, espera-se crescimento de 1%, passando de 12,8 milhões de toneladas em 2018 para 13 milhões de toneladas em 2019.

A projeção ocorre após os primeiros sete meses de 2019 apresentarem forte retomada nas exportações. As exportações de janeiro a julho subiram 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 2,34 milhões de toneladas. A receita cambial gerada foi de US$ 4 bilhões, um aumento de 10,8% sobre os sete primeiros meses de 2018.

Para a Arábia Saudita, segundo maior comprador de carne de frango no Brasil, as exportações nos sete primeiros meses deste ano cresceram 5%. O volume embarcado somou 280 mil toneladas. Houve aumento também nos embarques para os outros principais destinos árabes. O crescimento foi de 20% para os Emirados Árabes Unidos, chegando a 216 mil toneladas. No caso do Kuwait, o volume avançou 4%, para 66 mil toneladas; e, para o Iêmen, foram 61 mil toneladas, um acréscimo de 14%.

Considerando apenas o mês de julho, os embarques de carne de frango chegaram a 387,6 mil toneladas, um recuo de 16,4% em relação ao total de julho de 2018. No mesmo mês do ano passado foi embarcado o maior volume mensal já registrado pelos exportadores brasileiros de carne de frango. O saldo cambial de julho de 2019 teve queda de 6,4%, totalizando US$ 665,6 milhões.

Ovos

Os primeiros sete meses do ano apresentaram crescimento também na exportação de ovos. Foram embarcadas 5,89 mil toneladas, um aumento de 2,5% sobre o mesmo período de 2018. Já as receitas tiveram queda de 17,3%, resultando em 7,72 milhões de dólares.

A projeção da ABPA para a produção de ovos neste ano é de avanço de até 10%. A associação espera concluir 2019 com 49 bilhões de unidades produzidas. Os embarques também têm projeção de crescimento, de 3%, totalizando 12 mil toneladas.

Genética avícola

Também nesta quarta-feira, o presidente da ABPA, Francisco Turra, e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Sergio Segovia, assinaram novo convênio setorial para a promoção das exportações da avicultura. O novo projeto vigora até 2021.

Em parceria com a Apex, a ABPA vai lançar no dia 28 de agosto a “Brazilian Breeders”, marca internacional de genética avícola produzida no Brasil. O lançamento vai ocorrer durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (Siavs). O evento reunirá 100 palestrantes para discutir o futuro do setor de 26 a 29 de agosto, em São Paulo.

Segundo a ABPA, as exportações de genética avícola brasileira geraram receita de US$ 76,7 milhões em 2018, e as de ovos férteis somaram mais US$ 62,8 milhões. “O Brasil se consolidou como plataforma exportadora de genética avícola, um dos segmentos com maior valor agregado no agronegócio e como alternativa de backup das grandes casas genéticas globais. A nova estratégia de atuação, por meio da ‘Brazilian Breeders’, deverá ampliar este trabalho”, afirmou Turra em nota divulgada pela ABPA.

Ebrahim Hamid/AFP

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