Londres – A economia marroquina poderá crescer 4,6% este ano e 5% no próximo, de acordo com estimativas divulgadas quinta-feira (14) pelo Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Berd). As informações são da agência de notícias marroquina Maghreb Arabe Presse (MAP).
O Berd atribui as boas perspectivas de crescimento à recuperação da agricultura, ao avanço das exportações de produtos de forte valor agregado e à baixa dos preços do petróleo.
“A implementação de reformas previstas na área fiscal, no ambiente de investimentos e no sistema previdenciário deverão contribuir igualmente para a redução dos desequilíbrios macroeconômicos e para melhorar as perspectivas econômicas”, informa o relatório do banco. A instituição fez projeções também para a Tunísia, Egito e Jordânia.
Em Túnis, a agência Tunis Afrique Presse (TAP) informou que as previsões de crescimento para a Tunísia são de 2,8% em 2015 e de 3,6% em 2016. As estimativas do governo tunisiano são da ordem de 3% nos dois anos. Em 2014, o país cresceu 2,3%.
“A retomada na Tunísia será sustentada por uma transição política coroada de sucesso e pelos preços do petróleo”, diz o Berd. “No entanto, a performance econômica do país é retardada pela demora na realização de reformas econômicas e financeiras, pela lenta retomada na Zona do Euro, e pela persistência de problemas sociais e de segurança, tanto em nível nacional quanto regional”, acrescenta.
O Berd reduziu em 0,2% a perspectiva de crescimento da Tunísia este ano em relação às projeções que fez em janeiro, pois, na avaliação da instituição, houve uma deterioração do ambiente de segurança nos últimos meses – em função do ataque terrorista ao Museu do Bardo, em Túnis, ocorrido em maio -, o que deverá ter impacto negativo no turismo e nos investimentos.
No caso do Egito, o crescimento previsto para este ano é de 4%, contra 2,2% em 2014, e de 4,6% em 2016. Segundo o Berd, a economia do país se beneficiou das mudanças políticas e de certo relaxamento fiscal permitido pelo apoio financeiro dos países árabes do Golfo.
Na primeira metade do ano fiscal 2014-2015, o crescimento egípcio acelerou para 5,5%, contra 1,2% um ano antes. O desempenho foi puxado pelo consumo interno e pelos investimentos privados.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Jordânia, por sua vez, deverá crescer 3,6% em 2015 e 3,9% em 2016, contra 3,1% em 2014, mas abaixo da média de 6% observada em anos anteriores. A economia jordaniana sofre com o ambiente conturbado em sua vizinhança. Vale lembrar que o país faz fronteira com a Síria e com o Iraque e recebe grande fluxo de refugiados dos conflitos que ocorrem principalmente em território sírio.


