Mercosul debate revisão da Tarifa Externa Comum

Chanceler brasileiro falou em reunião do órgão superior do bloco que rever a TEC é prioridade e vai favorecer comércio internacional e investimentos.

Agência Brasil
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Brasília – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo (foto acima), disse nesta terça-feira (15) que a revisão da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul é prioridade para o bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Segundo o chanceler, a revisão vai favorecer a inserção do Mercosul no comércio internacional e atrair investimentos externos.

A reunião do Conselho do Mercado Comum, órgão superior do Mercosul, ocorreu por videoconferência. A TEC é um conjunto de tarifas cobradas sobre a importação de produtos e serviços de empresas dos países membros do bloco e tem como base a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) para produtos e serviços.

“Uma nova TEC aportará a contribuição necessária para melhorar em muito a nossa inserção no comercio internacional, fortalecer nossa segurança jurídica, atrair investimentos e atender as expectativas do setor produtivo e e dos nossos consumidores como um todo”, disse Araújo na reunião.

O encontro precede a 57ª edição da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que será realizada nesta quarta-feira (16). Araújo disse que a primeira tarefa dos países do bloco dever ser trabalhar fechar o acordo do Mercosul com a União Europeia (UE) e com países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês), aprovado em julho do ano passado. Araújo ressaltou ainda que o Brasil também está negociando acordos comerciais com Canadá, Singapura, Coreia do Sul e Líbano.

Aprovado em junho do ano passado, o acordo com a União Europeia ainda precisa ser ratificado pelos países da UE e do Mercosul.  Na segunda-feira (14), após reunião de representantes da Comissão Europeia, com ministros da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, o órgão disse que o Acordo de Paris, que estabelece metas para a emissão de carbono e de desenvolvimento sustentável, está entre os requisitos para que o acordo com o Mercosul avance.

 

Romério Cunha/VPR

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