São Paulo – O ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos, também diretor-geral e CEO da Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc), Sultan Ahmed Al Jaber, fez uma declaração sobre o Estreito de Ormuz, dizendo que a situação que afeta a navegação no local não é um problema regional limitado, mas impacta a estabilidade econômica global como um todo.
A fala do ministro foi publicada pela agência de notícia estatal Emirates News Agency (WAM) nesta quarta-feira (1). Al Jaber lembrou o tamanho do estreito, de 33 quilômetros de largura apenas, e os produtos essenciais ao mundo que trafegam pelo local, enfatizando que qualquer interrupção no Estreito de Ormuz não se limita ao fornecimento de petróleo, mas se estende ao cotidiano de bilhões de pessoas, impactando desde custo de alimentos e passagens aéreas até contas de energia e preço de medicamentos.
“Cerca de 20% do fluxo global de energia passa por este estreito, tornando-o um fator crítico na determinação dos preços dos combustíveis, dos custos de transporte e da continuidade das cadeias de suprimentos industriais. Aproximadamente 50% do suprimento global de enxofre, que é um insumo essencial para produtos farmacêuticos e fertilizantes, também transita por ele, além de cerca de 30% do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), vital para o uso doméstico diário”, falou o ministro.
Jaber disse que as economias asiáticas foram as primeiras afetadas, mas que as repercussões se expandem em direção à Europa, intensificando pressões inflacionárias. Segundo ele, a responsabilidade da comunidade internacional exige ação coletiva decisiva para garantir a liberdade de navegação e salvaguardar a estabilidade econômica global. Ele destacou a importância de aderir à Resolução 2817 do Conselho de Segurança das Nações Unidas para garantir a passagem segura pelo estreito.
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