São Paulo – O conflito no Irã continua a repercutir em prejuízos econômicos e de infraestrutura aos países do Oriente Médio, além de uma pressão global sobre o preço do alumínio. As cotações da commodity iniciaram a segunda-feira (30) em alta devido a ataques do Irã contra unidades produtoras no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos.
De acordo com a agência de notícias France Presse, os preços subiram 4,2%, para US$ 3,4 mil por tonelada em decorrência de dois ataques do Irã no final de semana. No sábado (28), drones do país persa atingiram uma unidade da Aluminium Bahrain (Alba), uma das principais produtoras mundiais do produto.
No mesmo dia, a unidade de Al Taweela da Emirates Global Aluminium, também foi atacada por drones iranianos e sofreu “danos significativos”. Na ocasião, seis funcionários ficaram feridos. A empresa informou que, em 2025, produziu 1,6 milhão de toneladas de alumínio e que tem um estoque “substancial” de alumínio em suas instalações dentro e fora dos Emirados.
A infraestrutura de fornecimento de água também passou a ser alvo do Irã. Nesta segunda-feira (30), uma usina de geração de energia e dessalinização do Kuwait foi bombardeado em um ataque que deixou uma pessoa morta no que o Ministério de Eletricidade, Água e Energia Renovável definiu como um “ataque brutal”. Os países do Golfo obtêm grande parte da água doce que consomem a partir da dessalinização de água salgada.
Também nesta segunda-feira, o preço do barril de petróleo voltou a subir. O barril do tipo Brent, referência global, iniciou o dia cotado a US$ 116,50 e se mantinha acima de US$ 114 pela manhã, com valorização de 2,07%. Já o WTI, utilizado como referência nos Estados Unidos, era cotado a US$ 101,30, em alta de 1,6%.
Os preços da commodity foram pressionados nos mercados internacionais pelas incertezas e sinais contraditórios dos atores do conflito sobre o fechamento do Estreito de Ormuz e sobre o fim ou continuidade dos ataques.
Desde 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel atacam o Irã, que, como retaliação, tem atacado instalações de infraestrutura dos países árabes do Golfo, além de bases militares. Na última semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não atacaria unidades produtoras de energia em meio a negociações com o Irã para o fim do conflito.
Os bombardeios não cessaram e, nesta segunda-feira, Trump voltou a ameaçar o Irã com ataques a instalações de energia caso o país não permita a reabertura do Estreito de Ormuz. Por este canal de navegação passam, aproximadamente, 20% do petróleo e gás liquefeitos produzidos no mundo.
*Com informações da AFP
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