Produção no pré-sal da Bacia de Santos completa 10 anos

Petrobrás extrai hoje quase 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia nos poços da região, em águas ultra profundas.

Agência Brasil
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Rio de Janeiro – A Petrobras está completando este mês 10 anos de produção no pré-sal da Bacia de Santos, no litoral sudeste do Brasil, com 16 plataformas e mais de 150 poços em operação, que respondem por 90% de toda a produção no pré-sal brasileiro. Dos 30 poços mais produtivos do País, 29 estão nessa região, sendo que a produção média por poço chega a 25 mil barris de petróleo por dia, cerca de quatro vezes mais que os poços do Golfo do México, para citar apenas um exemplo.

Nestes dez anos, foram produzidos 2,5 bilhões de barris de óleo equivalente na região. Segundo a Petrobras, o custo de extração está abaixo de US$ 7,00 por barril.

De acordo com o diretor de Exploração e Produção da estatal, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, “as características únicas do pré-sal da Bacia de Santos, como a localização em águas ultra profundas, a camada de sal que chega a 2 km de espessura e a distância de 300 km da costa, constituíram desafio sem precedentes para a Petrobras e para a indústria. Mas isso não foi empecilho: dez anos depois do primeiro óleo de Tupi, não só desenvolvemos soluções inéditas para superar os desafios no pré-sal, com o emprego da mais alta competência técnica, como também comprovamos sua viabilidade econômica e batemos uma sucessão de recordes”, avaliou.

Recordes

Em abril, a produção operada pela Petrobras na camada pré-sal bateu dois novos recordes: produção média de 1,94 milhão de barris diários de óleo equivalente (boe). Além disso, em 16 de maio, a produção operada na área de Lula superou a marca diária de 1 milhão de barris de petróleo por dia (bpd).

Segundo Carlos Alberto de Oliveira, para os próximos 10 anos, a projeção é desenvolver novos projetos de produção no pré-sal em condições ainda mais desafiadoras. “Os blocos adquiridos nos últimos leilões e as recentes descobertas estão localizadas, em sua maioria, em lâminas d´água ainda mais profundas, que variam entre 2.500 e 3.000 metros. Longe de ser uma barreira, a companhia já estuda novas soluções tecnológicas que viabilizem a produção dessas áreas, reunindo, mais uma vez, as mais expressivas competências técnicas da companhia”, revelou o diretor.

*Com informações da redação da ANBA

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