Professor organiza nova viagem-curso ao Egito

Arqueólogo Moacir Elias dos Santos levou dois grupos ao país árabe em janeiro. Resultado foi positivo e ele planeja mais uma excursão em outubro.

Alexandre Rocha
alexandre.rocha@anba.com.br

São Paulo – O coordenador do Curso de Especialização em História Antiga e Medieval da faculdade paranaense Itecne, Moacir Elias dos Santos, organizou uma viagem ao Egito em janeiro como curso de extensão. O resultado foi tão positivo que ele pretende promover outra excursão em outubro.

“Fomos a alguns lugares que são pouco visitados pelos turistas”, disse o professor. “Estivemos em sítios que o próprio guia [local] não conhecia”, contou. Como exemplo, ele citou as tumbas de nobres da época do Reino Antigo em Assuã (foto acima), no Sul do país.

Foram realizadas visitas também ao Vale dos Nobres, em Luxor, onde há centenas de túmulos da nobreza egípcia datadas da 6ª dinastia faraônica (2345 a 2150 a.C.) até o período greco-romano (332 a.C. a 395 b.C); à fabulosa tumba da rainha Nefertari, esposa favorita de Ramsés II, o Grande; e à casa de Howard Carter, egiptólogo britânico que descobriu o túmulo do rei Tutancâmon, em 1922.

A Pirâmide Vermelha de Sneferu, em Dahshur

Os grupos estiveram também em Dahshur, sítio próximo ao Cairo onde está a Pirâmide Vermelha, a primeira pirâmide “verdadeira” do Egito, construída pelo faraó Sneferu (2613 a 2589 a.C.), pai de Quéops, construtor da maior de todas as pirâmides.

O nome do monumento provavelmente vem da coloração das pedras utilizadas na obra. A Pirâmide Vermelha é a terceira maior do Egito, maior até que o túmulo de Miquerinos, uma das três Grandes Pirâmides de Gizé.

Seneferu, aliás, foi um profícuo construtor de pirâmides. Fez outras tentativas até acertar com a Pirâmide Vermelha. Uma delas pode ser vista também em Dahshur, a Pirâmide Curvada, cujas laterais começam num ângulo em relação ao solo, mas a partir da metade o ângulo se tona mais fechado até o topo.

De acordo com Santos, participaram 70 pessoas, divididas em dois grupos de 35. “O público foi bem variado”, afirmou. Participaram professores, mas também gente que fez o roteiro para consumo próprio.

(Continua após galeria de fotos)

Antes de voltar ao Egito, porém, Santos fará um programa semelhante no Peru. O país andino já foi destino de uma visita do gênero no início de 2018.

Santos é arqueólogo e, além de professor, é responsável pela conservação da múmia egípcia Tothmea, em exposição no Museu Egípcio e Rosacruz, em Curitiba.

Arquivo Pessoal
Alexandre Rocha/ANBA
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