São Paulo – As trocas comerciais entre Brasil e países árabes estão em alta no acumulado entre janeiro e setembro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, as exportações somam US$ 15,3 bilhões, em alta de 3,7% sobre 2025. As importações também sobem: alta de 7,7%, para US$ 7,9 bilhões até setembro.
A corrente comércio também está em alta, de 5%, e soma US$ 23,3 bilhões, mas o superávit da balança comercial para o Brasil registra queda de 0,4%, para US$ 7,4 bilhões. No mês de setembro, as exportações caíram 7,1% em comparação com setembro de 2025, para US$ 2 bilhões, e as importações caíram 9,7%, para US$ 877,8 milhões.
No ano, países árabes se mantêm, como bloco, como o terceiro maior comprador do Brasil, atrás de China e Estados Unidos, e são o sexto maior fornecedor de produtos ao Brasil, após China, Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Coreia do Sul, e à frente de Rússia, Índia, México e Itália.
Entre os principais compradores de produtos brasileiros, entre os árabes, estão Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Argélia e Marrocos. Já entre os principais fornecedores ao Brasil estão Arábia Saudita, Marrocos, Egito, Argélia, Emirados Árabes Unidos e Omã. Os principais produtos exportados pelo Brasil são açúcar, carne frango, milho, minério de ferro e soja.
Os principais produtos árabes importados pelo Brasil são petróleo bruto, refinado, fertilizantes fosfatados, fertilizantes mistos e fertilizantes nitrogenados. O Brasil é grande dependente da importação de fertilizantes para a lavoura e tem em Marrocos e Egito alguns dos seus principais fornecedores do insumo.


