Segundo o Itamaraty, o texto encaminhado traz as linhas mestras do que poderá vir a ser o tratado. Agora o bloco sul-americano espera uma resposta do governo egípcio. As questões específicas, como as listas de produtos por exemplo, serão negociadas posteriormente. Conforme a ANBA noticiou na semana passada, uma delegação do país árabe deve vir ao Brasil em novembro para tratar do assunto.

A intenção de criar uma operação unificada foi divulgada na semana passada pela brasileira BM&F e pela argentina Rofex. Juntos os dois países colhem mais soja do que os Estados Unidos, que é o maior produtor mundial. Mas a cotação internacional do produto é ditada pela Bolsa de Chicago. Segundo especialistas, se o negócio der certo, poderá trazer benefícios em termos de formação de preços e diminuição do risco dos produtores com as oscilações.

A pequena nação árabe, localizada entre Moçambique e Madagascar, exportou 40 toneladas do produto para o Brasil entre janeiro e setembro deste ano. É a primeira vez, em pelo menos oito anos, que o Brasil importa cravos comorenses. Formado por três ilhas do Oceano Índico, o país figura entre os maiores produtores mundiais da especiaria.