São Paulo – As exportações brasileiras de carne de frango somaram 482,8 mil toneladas em junho, em aumento de 40,6% sobre o mesmo período do ano passado. De acordo com os dados do período divulgados nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a China se manteve como principal importador do produto, com um total de 50,1 mil toneladas (alta de 12.248% sobre junho do ano passado), seguida por Japão (46,6 mil toneladas, em queda de 0,9%), Emirados Árabes Unidos (46,2 mil toneladas em queda de -5,1%) e Arábia Saudita (33,1 mil toneladas, em retração de 1%).
Segundo a ABPA os dados de junho podem apresentar elevadas variações porque a base de comparação é com junho de 2025, período em que as exportações do setor foram prejudicadas pelas restrições decorrentes de um caso, já solucionado, de influenza aviário de alta patogenicidade (IAAP). O caso foi identificado em maio do ano passado em uma granja no Rio Grande do Sul.
Neste ano, as exportações acumulam desempenho recorde, segundo o levantamento da ABPA: entre janeiro e junho, os embarques somaram 2,936 milhões de toneladas, em alta de 12,9% sobre o mesmo período do ano passado. Em valores, a receita do setor com as exportações soma US$ 5,7 bilhões, em alta de 17% sobre os seis primeiros meses de 2025.
Em comunicado, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirma que mesmo diante de um contexto geopolítico desafiador no Oriente Médio, o setor conseguiu ampliar sua presença em mercados estratégicos e de alto valor agregado, como Japão, União Europeia e Coreia do Sul. Ao mesmo tempo, manteve forte presença no Oriente Médio.
“O desempenho de junho, embora influenciado por uma base comparativa menor frente à ocorrência já superada de IAAP no Brasil, reforça a diversificação da pauta exportadora brasileira, a competitividade da nossa cadeia produtiva e consolida bases sólidas para mais um ano de resultados históricos nas exportações de carne de frango”, afirmou Santin. O Paraná foi o principal estado exportador, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás.
Leia mais:
Ramadã impulsiona vendas da MBRF


