São Paulo – O comitê feminino da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, o WAHI – Mulheres que Inspiram, acompanhou as discussões do Summit Mulheres nas Profissões na terça-feira (4) na capital paulista. No encontro, Luiza Trajano, empresária que fundou e preside o grupo promotor do encontro, o Mulheres do Brasil, lançou movimento para que mulheres ocupem 50% dos cargos de chefia no Brasil até 2030.

“O evento nasce para colocar as mulheres na liderança, em cargos de decisão”, disse a presidente do WAHI, Claudia Yazigi Haddad, após ouvir os debates do primeiro dia. A programação do summit, que ocorre no Expo Center Norte, inclui temáticas como tecnologia, inteligência artificial, ciência, saúde, educação, arte, cultura, justiça, segurança, infraestrutura, empreendedorismo, esporte, sempre pensando na ampliação da atuação feminina nas diferentes frentes, em um total de 100 palestrantes presentes.
Claudia acompanhou painéis sobre Inteligência Artificial (IA), em um momento em que o mundo debate como essa tecnologia vai interferir nas profissões. “Na medicina, a IA vai ser capaz de ler exames com muito mais precisão, vai ser capaz de diagnosticar o câncer cinco anos antes de ele aparecer. A chance de cura é muito maior”, diz ela, a partir de informações do encontro. “Mas a IA só funciona quando os dados das empresas estão bem estruturados”, complementa, lembrando que a IA não deve substituir a todos.
Com expectativa de receber 10 mil participantes nos seus dois dias de programação, em 4 e 5 de agosto, o foco principal do encontro é discutir o futuro do trabalho, da liderança e da economia brasileira. No summit, Luiza Trajano destacou o avanço já ocorrido na participação feminina na sociedade, mas frisou a meta de tê-las em 50% dos cargos de liderança para elevar mais a fatia feminina. Ela chamou o summit de um grande movimento para que se chegue a esse percentual no Brasil em quatro anos.

O WAHI é parceiro do Grupo Mulheres do Brasil e atua no escopo da Câmara Árabe aproximando mulheres de negócios do Brasil e dos países árabes. O comitê tem várias atividades em cooperação com grupos femininos brasileiros, como o Mulheres do Brasil, sempre tendo como norte promover um intercâmbio entre as experiências das mulheres brasileiras com as árabes. “É importante que participemos dos debates das mulheres aqui no Brasil para que juntas consigamos ter mais mulheres em posição de tomada de decisão e liderança, além de dividir com as empresárias e profissionais dos países árabes a nossa realidade, os nossos desafios e as nossas conquistas”, disse Claudia.
Entre as palestrantes da terça-feira estiveram a influenciadora digital e empresária Juliette Freire Feitosa, a empresária Sauanne Bispo, a consultora Niodara Faria, a ex-ministra e candidata ao Senado brasileiro, Simone Tebet, a cantora Fafá de Belém e a docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraya Smaili, conselheira da Câmara Árabe, que falou na mesa “Quem produz o futuro? Mulheres, ciência e carreira acadêmica”. A expectativa é que o evento se consolide como um dos principais fóruns brasileiros do fortalecimento da presença feminina no mercado de trabalho, promovendo conexões entre empresas, profissionais, estudantes e organizações comprometidas com agenda sustentável, de inclusão e inovação.
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