Arábia Saudita compra mais frango do Brasil

Países árabes como Arábia Saudita, Emirados, Iêmen e Omã importaram mais carne de frango em janeiro, apesar na queda nas exportações do setor como um todo.

Da Redação
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São Paulo – As exportações brasileiras de carne de frango caíram no primeiro mês deste ano, mas alguns dos principais destinos do produto no mercado árabe aumentaram as importações. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que a Arábia Saudita comprou 35,8 mil toneladas, totalizando US$ 58,5 milhões, altas de 2% e 4% respectivamente sobre janeiro do ano passado.

Os sauditas foram o maior importador de carne de frango do Brasil em janeiro entre os países árabes. Os Emirados Árabes Unidos ocuparam a segunda posição no ranking e adquiriram 21,7 mil toneladas, que somaram US$ 32,8 milhões. Houve alta de 3% em volume, apesar da queda de 2% em receita.

Em seguida apareceram Iêmen, Kuwait e Omã como compradores árabes do frango brasileiro. O Iêmen se destacou com altas de 6% em volume (9,6 mil toneladas) e de 10,7% em receita (US$ 13,9 milhões). O Kuwait apresentou uma queda brusca nos embarques, de 38% em volume (5,9 mil toneladas) e de 35% em receita (US$ 9,5 milhões). Omã apresentou alta de 8,9% em volume (5,6 mil toneladas) e de 1,5% em receita (US$ 8,3 milhões).

As exportações de carne de frango do Brasil como um todo somaram US$ 434,4 milhões em janeiro de 2021, receita 17,9% inferior à do primeiro mês de 2020 considerando todos os produtos, entre in natura e processados.  Os embarques totalizaram 291,6 mil toneladas, volume 9,9% menor em relação ao de janeiro de 2020.

“Tanto em aves, quanto em suínos, verificamos que houve compra antecipada de produtos pelos importadores da Ásia, que seguem o calendário chinês. Com a passagem do Ano Novo Chinês e o início de um novo ciclo de embarques, espera-se que os níveis das vendas para a região retomem os patamares praticados em 2020. Além disso, o apoio brasileiro no suprimento de produtos a países prejudicados por crises sanitárias animais também pode influenciar na elevação das exportações”, avaliou em nota o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 

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