A zona franca de Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, já tem três empresas brasileiras instaladas com escritórios e centros de distribuição. A partir do final deste ano terá mais três. Companhias das áreas de pedras ornamentais, autopeças e equipamentos odontológicos vão passar a usar o espaço que a Apex-Brasil tem no local, que foi visitado ontem pela missão empresarial brasileira que está no Golfo.
Autor: Isaura Daniel
A missão da Câmara Árabe e Apex-Brasil esteve na incorporadora Sorouh, responsável por grandes empreendimentos imobiliários no emirado. O diretor da empresa, Adnan Salhi, disse que ela está aberta aos materiais do Brasil que tenham boa qualidade e bom preço.
A Guidoni, produtora brasileira de granitos, vai concluir, durante a feira em Dubai, uma venda de 3,5 mil metros cúbicos do produto para um comprador dos Emirados. Já a WK Trading recebeu um pedido de cotação para 20 contêineres de madeiras. Ontem várias companhias começaram a engatar negócios na mostra.
O diretor do Departamento de Turismo do emirado, Hamad Mohammed bin Mejren, disse que recebeu em seu escritório mais brasileiros nos últimos dois meses do que em 10 anos. Em 2006, Dubai recebeu 6,4 milhões de visitantes, sendo 52 mil latino-americanos.
O ministro das Finanças e Indústria dos Emirados, Hamdan Bin Rashid Al-Maktoum, passou ontem, na abertura da Big 5 Show, pelo estande do Brasil. O xeque árabe expressou admiração pela produção brasileira de material de construção, setor que é foco da mostra. No espaço brasileiro 29 empresas expõem seus produtos.
A informação é do membro do comitê executivo da Câmara de Comércio e Indústria de Dubai, Hisham Abdullah Al Shirawi. De acordo com ele, o Brasil é o 33º maior parceiro comercial do emirado. Al Shirawi recebeu ontem líderes da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, com quem conversou sobre como aumentar ainda mais este relacionamento.
Começa hoje a Big 5 Show, feira do setor de construção em Dubai que é a terceira maior do mundo. O espaço brasileiro terá 29 empresas. Entre as expositoras nacionais, a expectativa é de fechamento de negócios e também de encontrar parceiros para distribuir seus produtos no mercado do Golfo Arábico.
Entre os donos de unidades da The Pearl, ilha residencial de alto luxo que está em construção na capital do Catar, há brasileiros. A informação foi obtida ontem durante visita ao projeto da missão do setor de construção do Brasil que está no Golfo Arábico. O grupo buscou informações sobre como fornecer material de construção para as obras da ilha, que tem custo de US$ 13,9 bilhões.
A Associação dos Empresários do Catar vai promover, em outubro do próximo ano, uma conferência para empresários árabes e descendentes que vivem fora da sua região de origem. A idéia é conhecer as suas experiências. A informação é do diretor-geral da entidade, Bassam Massouh, que teve ontem, em Doha, encontro com representantes da Câmara Árabe.
O tempo do Catar investir no Brasil está chegando. A afirmação foi feita pelo membro do comitê executivo da Câmara de Comércio e Indústria do país árabe, Mohammed Ahmed Al-Kuwari, à ANBA, após encontro com a delegação empresarial brasileira que está em Doha. O Catar investiu US$ 60 bilhões ao redor do mundo em dois anos.
O Catar deverá receber um novo contingente de trabalhadores até março, por conta da inauguração do vôo direto da Qatar Airways entre Rio de Janeiro e Doha. Eles vão se juntar aos 339 brasileiros que já vivem por lá. O país tem necessidade de mão-de-obra estrangeira qualificada e busca atrair cada vez mais profissionais do Brasil.
A Malbanee, empresa do setor imobiliário do Kuwait, está construindo a segunda fase do shopping The Avenues, e está aberta a comprar materiais de construção do Brasil. As obras foram visitadas pela delegação empresarial brasileira do setor que esteve no país árabe. O gerente do shopping, Abdulaziz Alhomaibi, afirma que também gostaria de ter lojas de moda do Brasil no empreendimento.
Os empresários brasileiros que estão em missão ao Golfo Arábico conheceram ontem, no Ministério das Obras Públicas do Kuwait, alguns dos projetos que o governo do país pretende implementar em até dez anos. De acordo com representantes da pasta, os brasileiros podem fornecer para os projetos se tiverem um parceiro local.
Ridha Ennafaa nasceu na Tunísia e é professor na Universidade de Paris 8, na França. Ele foi selecionado pelo Ministério da Educação do Brasil para desenvolver atividades de pesquisa na Universidade Federal do Rio Grande do Norte em 2008. Ennafaa já viveu no Brasil e desenvolveu trabalhos sobre educação no país.

