Volume de negócios fechados na Big 5 Show foi de US$ 28 milhões, com expectativa de mais US$ 24 milhões nos próximos 12 meses, segundo a Apex-Brasil, que organizou a participação brasileira na mostra junto com a Câmara Árabe. Ontem terminaram a feira e a missão comercial do ramo de construção ao Golfo.
Autor: Isaura Daniel
A empresa, que tem indústrias em Santa Catarina, foi uma das que fechou negócios na Big 5 Show, assim como SBC Pierres, de granitos, a Mosarte e a Pamesa, ambas de revestimentos. Outras deixaram acordos bem encaminhados, como a WK, de madeiras, e a Braseco, de vidros, que esperam exportar no futuro próximo.
A empresa já tem um escritório no emirado. O primeiro contêiner que ocupará o armazém, cuja estrutura é terceirizada, chega no país em cerca de quinze dias. A empresa já conseguiu tornar as suas facas populares na região e agora quer fazer o mesmo com outros tipos de produtos que fabrica.
Empresas de revestimentos, como a Parmesa e a Mosarte, concluíram negócios na feira em Dubai. Outras, como a Brasilit e a Cony, estão prestes a fechar. O presidente da Câmara Árabe, Antonio Sarkis Jr., quer ampliar a participação brasileira em 2008. Para o diretor da Big 5, é visível o crescimento da presença de companhias do país nos eventos do emirado.
Isaura Daniel, enviada [email protected] Dubai – O vice-presidente de Marketing da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, participou na última terça-feira (27), do 11º Fórum de Negócios Internacionais em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O executivo está no país para acompanhar a participação brasileira da Big 5 Show, feira de construção em Dubai,
A zona franca de Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, já tem três empresas brasileiras instaladas com escritórios e centros de distribuição. A partir do final deste ano terá mais três. Companhias das áreas de pedras ornamentais, autopeças e equipamentos odontológicos vão passar a usar o espaço que a Apex-Brasil tem no local, que foi visitado ontem pela missão empresarial brasileira que está no Golfo.
A missão da Câmara Árabe e Apex-Brasil esteve na incorporadora Sorouh, responsável por grandes empreendimentos imobiliários no emirado. O diretor da empresa, Adnan Salhi, disse que ela está aberta aos materiais do Brasil que tenham boa qualidade e bom preço.
A Guidoni, produtora brasileira de granitos, vai concluir, durante a feira em Dubai, uma venda de 3,5 mil metros cúbicos do produto para um comprador dos Emirados. Já a WK Trading recebeu um pedido de cotação para 20 contêineres de madeiras. Ontem várias companhias começaram a engatar negócios na mostra.
O diretor do Departamento de Turismo do emirado, Hamad Mohammed bin Mejren, disse que recebeu em seu escritório mais brasileiros nos últimos dois meses do que em 10 anos. Em 2006, Dubai recebeu 6,4 milhões de visitantes, sendo 52 mil latino-americanos.
O ministro das Finanças e Indústria dos Emirados, Hamdan Bin Rashid Al-Maktoum, passou ontem, na abertura da Big 5 Show, pelo estande do Brasil. O xeque árabe expressou admiração pela produção brasileira de material de construção, setor que é foco da mostra. No espaço brasileiro 29 empresas expõem seus produtos.
A informação é do membro do comitê executivo da Câmara de Comércio e Indústria de Dubai, Hisham Abdullah Al Shirawi. De acordo com ele, o Brasil é o 33º maior parceiro comercial do emirado. Al Shirawi recebeu ontem líderes da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, com quem conversou sobre como aumentar ainda mais este relacionamento.
Começa hoje a Big 5 Show, feira do setor de construção em Dubai que é a terceira maior do mundo. O espaço brasileiro terá 29 empresas. Entre as expositoras nacionais, a expectativa é de fechamento de negócios e também de encontrar parceiros para distribuir seus produtos no mercado do Golfo Arábico.
Entre os donos de unidades da The Pearl, ilha residencial de alto luxo que está em construção na capital do Catar, há brasileiros. A informação foi obtida ontem durante visita ao projeto da missão do setor de construção do Brasil que está no Golfo Arábico. O grupo buscou informações sobre como fornecer material de construção para as obras da ilha, que tem custo de US$ 13,9 bilhões.
A Associação dos Empresários do Catar vai promover, em outubro do próximo ano, uma conferência para empresários árabes e descendentes que vivem fora da sua região de origem. A idéia é conhecer as suas experiências. A informação é do diretor-geral da entidade, Bassam Massouh, que teve ontem, em Doha, encontro com representantes da Câmara Árabe.

