Brasileiros participam de fórum de investimentos saudita

Michel Alaby, da Câmara Árabe, Karen Jones, da Apex-Brasil, e Adalberto Neto, da Agência Paraná de Desenvolvimento, estão na conferência Iniciativa de Investimentos do Futuro, que começou nesta terça-feira, em Riad.

Alexandre Rocha
alexandre.rocha@anba.com.br

São Paulo – Brasileiros participam da Iniciativa de Investimentos do Futuro, conferência organizada pelo fundo soberano Public Investment Fund (PIF), da Arábia Saudita, que começou nesta terça-feira (23) em Riad. O Brasil está representado por Michel Alaby, diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Karen Jones, chefe do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) no Oriente Médio e Norte da África, e Adalberto Netto, presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento.

De acordo com Alaby, a conferência reúne mais de 3 mil participantes no centro de conferências do hotel Ritz Carlton, em Riad. “O objetivo do encontro é atrair investidores para o plano Visão 2030 [do governo saudita], com vários projetos de energia alternativa, cidades industriais, construção de ferrovias, laboratórios de tecnologia, entre outros”, disse o executivo à ANBA.

Segundo ele, dos participantes, 65% são sauditas e 35% são estrangeiros, de países como China, Rússia, Japão, Emirados Árabes Unidos, Líbano, Paquistão, Índia, nações africanas, além do Brasil. Além da Câmara Árabe Brasileira, estão no evento representantes de câmaras de comércio árabes da Alemanha, Áustria e Estados Unidos.

Rei da Jordânia (esq.) conversa com o príncipe-herdeiro da Arábia Saudita

No primeiro dia, estiveram na conferência o príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, o rei da Jordânia, Abdullah II, e o primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan.

Alaby destacou que os painéis do primeiro dia giraram em torno dos fundos soberanos da Arábia Saudita e dos Emirados. “O fundo soberano da Arábia Saudita aplica 90% dos recursos no próprio país e 10% no exterior, principalmente no Paquistão e no Sudão”, contou. “Já o fundo Mubadala, dos Emirados, tem aplicações mais diversificadas, sendo 40% nos Emirados, e [o restante] em mais 38 países, inclusive no Brasil, num total de US$ 800 bilhões aplicados”, acrescentou.

De acordo com ele, os fundos buscam parcerias para investimentos conjuntos em projetos, como a construção de barragens na China e a aquisição de empresas de energia na Rússia. “Segundo os fundos soberanos da Arábia Saudita e Emirados, as projeções indicam que até 2020 eles terão recursos na ordem de US$ 5 trilhões”, disse Alaby.

O executivo informou ainda que foram discutidos temas como inteligência artificial, tecnologia, inovação, energia, governança e transparência. A conferência segue até quinta-feira (25).

Fayez Nureldine/AFP
Fayez Nureldine/AFP

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