Catar é finalista em prêmio do Congresso Mundial de Câmaras

Entre os cinco finalistas, há também um projeto brasileiro do Sebrae-PA e um turco, voltado a refugiados sírios. Vencedor será anunciado na sexta-feira, no jantar de encerramento da conferência, no Rio de Janeiro.

Bruna Garcia Fonseca
bruna.garcia@anba.com.br

Rio de Janeiro – A Câmara de Comércio e Indústria do Catar está entre os cinco finalistas do prêmio Melhor Projeto Não-Convencional, uma das categorias da Competição Mundial de Câmaras, que ocorre no Congresso Mundial de Câmaras, evento que começou nesta quarta-feira (12), no Rio de Janeiro. O projeto concorrente é o Programa de Negócios Nacional Domiciliar (NHBBP) (National Home Based Business Program), que tem por objetivo auxiliar pequenos negócios a serem implementados. O público-alvo são jovens e mulheres. O vencedor será anunciado na sexta-feira (14), no jantar de encerramento do congresso.

Os projetos foram apresentados na tarde desta quarta. Entre os finalistas, estão também o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará (Sebrae-PA), a Câmara de Comércio de Moscou, na Rússia, a NSW Business Chamber, da Austrália, e a Câmara de Comércio de Gaziantepe, da Turquia.

A última concorre com o projeto Syria Desk, uma estrutura com três funcionários na própria câmara para atender refugiados sírios e ajudá-los a serem inseridos no mercado de trabalho turco, dando todo tipo de orientação sobre negócios e empreendedorismo, oferecendo treinamento, direcionamento vocacional, aulas de turco e reuniões com partes interessadas.

“O centro é voltado para integrar refugiados sírios, dando assistência para que eles entrem no mercado de trabalho em Gaziantepe, e está dando muito certo. O próximo passo é concentrar na força de trabalho das mulheres sírias”, disse o secretário-geral da Câmara de Gaziantepe, Hasan Baran Uçaner. O executivo afirmou que o projeto busca a integração e a paz na região. “É uma situação muito nova para a Turquia, nunca tínhamos recebido refugiados antes, e todos os setores foram afetados, então precisamos encontrar um ponto comum, nos conhecermos e cooperar para inserir essas pessoas na sociedade”, completou.

Nora Zeidan, gerente de eventos da Câmara do Catar, apresentou o NHBBP. “Começamos em 2015 e, desde então, atendemos 400 pessoas. Destes, 18% foram até o fim do processo, e estamos muito felizes por poder ajudar estes empreendedores”, disse. Segundo Zeidan, geralmente as pessoas interessadas são mulheres e jovens que querem trabalhar de casa. “Nós facilitamos a entrada dos pequenos negócios no mercado, mas às vezes as pessoas desistem, porque o processo todo pode levar entre 12 e 15 meses”, revelou.

São empreendedores que não têm o dinheiro necessário para começar um negócio e precisam de orientação. Ela explicou que, para começar um negócio, a pessoa precisa de dinheiro no banco, um espaço e funcionários, então fazer de casa pode ser uma maneira economicamente viável de empreender.

“Nós os apoiamos a se tornarem pequenas e médias empresas independentes, desta forma eles podem crescer e impactar a economia, diversificando a economia e tendo novas ideias, e isso está alinhado com o Visão Catar 2030 (plano de diversificação da economia do país)”, disse.

O projeto abrange todo o país, que só tem uma câmara de comércio. Todos os residentes podem participar. Tecnologia da informação, design gráfico, aplicativos de celulares, alimentos e cosméticos são alguns dos setores de negócios dos empreendedores inscritos no programa.

Outros projetos

A câmara de Moscou concorre com o projeto B2B Market World Platform, um software de facilitação de negócios. O projeto da câmara australiana é uma plataforma de carreiras voltada a jovens millenials chamada Skills Road, com dicas, eventos e vagas de emprego.

E o projeto do Sebrae-PA é a Feira do Empreendedor, um evento para promoção do empreendedorismo e geração de negócios, com palestras, workshops e expositores.

Bruna Garcia/ANBA
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