Produtor de petróleo, o país compra no exterior desde alimentos até matérias-primas e bens acabados. As taxas de importação são baixas, ao redor de 5%. A economia local e as possibilidades de parcerias com o Brasil foi tema de um encontro ontem, no país árabe, entre o secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, e o presidente do Conselho da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria do Iêmen, Mohammed Abdo Saeed.
Oportunidades de Negócios
O Aeroporto de Dubai criou, no terminal de cargas, o Flower Center, armazém gigante para produtos perecíveis. Ali chegam flores de várias partes do mundo que são vendidas na região. Representantes da Câmara Árabe e do Ministério da Agricultura estiveram no local ontem e conversaram sobre exportação de flores brasileiras.
Para facilitar a inserção de produtos brasileiros no mercado do Golfo Arábico, a WS Marketing Consultancy, empresa de consultoria do Bahrein, procura companhias interessadas em ter seus produtos expostos e representados no país árabe. A consultoria é de propriedade de brasileiros.
As empresas brasileiras que participaram da Gulfood, em Dubai, fecharam US$ 10 milhões em negócios durante a mostra e têm perspectiva de fechar mais US$ 60 milhões nos próximos doze meses. A feira, do setor de alimentação, terminou ontem e o pavihão brasileiro recebeu três mil visitantes.
Em reuniões com representantes da Câmara Árabe e Ministério da Agricultura, ontem, em Riad, lideranças sauditas afirmaram que a liquidez proveniente do petróleo e os hábitos de consumo locais estão impulsionando a demanda por alimentos. Como o país está reduzindo plantações locais para economizar água para consumo humano, quer importar mais do Brasil.
Lideranças da Câmara Árabe e do Ministério da Agricultura visitaram ontem, em Riad, a maior rede de supermercados da Arábia Saudita, Panda. A empresa tem audaciosos planos de crescimento e segundo o gerente de operações, Cobus Lombard, que recebeu o grupo, há interesse em comprar mais alimentos do Brasil.
Conhecer os hábitos do consumidor. Essa foi a orientação recebida pelos empresários brasileiros que participam da Gulfood e que foram à palestra organizada pela Câmara Árabe e Ministério da Agricultura ontem, em Dubai, sobre como inserir marcas no Oriente Médio.
As empresas brasileiras fecharam mais negócios no segundo dia da mostra do setor de alimentação, que ocorre em Dubai, nos Emirados. A Nutriza recebeu pedidos de 300 toneladas de carne de frango e a Serlac fechou venda de 45 toneladas de leite condensado. Elas participam da mostra como expositoras no estande organizado pela Câmara Árabe e Ministério da Agricultura.
O país do Oriente Médio tem demanda para comprar mais produtos agropecuários do Brasil, segundo lideranças da Municipalidade de Dubai e da Câmara de Comércio e Indústria do emirado. A possibilidade de ampliar as exportações agrícolas à região foi tema de uma visita de representantes do Ministério da Agricultura e da Câmara Árabe ontem aos dois locais.
A empresa é uma das principais patrocinadoras da feira do setor de alimentação que está ocorrendo nos Emirados Árabes Unidos. Também é a principal marca do Salon Culinaire, concurso de jovens chefs, e investiu US$ 200 mil para colocar o seu nome em evidência na Gulfood.
O Magic, energético com raiz de ginseng e guaraná, está fazendo sucesso no Oriente Médio. A empresa que o fabrica no Kuwait, a Al-Sayer Soft Drinks Factory, importa o concentrado da Suécia e vende a bebida na região. O material promocional indica que trata-se do fruto típico da região amazônica.
Treze indústrias brasileiras de calçados participaram da Expo Riva Middle East, feira do setor que ocorreu na última semana em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos. Foram fechados negócios imediatos de US$ 2,08 milhões na mostra e estão previstos mais US$ 6,3 milhões em vendas para os próximos doze meses.
A Café Canecão, uma das empresas que expõe no estande organizado pela Câmara Árabe e o Ministério da Agricultura, fechou venda de US$ 100 mil ontem, primeiro dia de feira. A Agro Food também alinhavou uma exportação de café no valor de US$ 60 mil. A Gulfood, feira do setor de alimentação de Dubai, segue até o dia 27.
Associações setoriais brasileiras começam a ampliar as ações voltadas ao mercado árabe. Os produtores de carne bovina e frutas, além da participação na feira Gulfood, apostam em parcerias no varejo e na realização de eventos para formadores de opinião. No caso do frango a meta é abrir espaço para as pequenas empresas.

