Empresas brasileiras se preparam para Saudi Food 2005. O objetivo é estreitar relações com os árabes e ampliar o mercado para as frutas e sucos nacionais. A expectativa da Nova Fronteira, produtora de mangas, por exemplo, é multiplicar por dez o volume vendido para a Arábia Saudita. Já a Atlântica Internacional quer aumentar em 15% as vendas para os países do Oriente Médio.
Oportunidades de Negócios
A 38ª edição do evento multissetorial termina hoje na capital egípcia. O número de contatos comerciais foi alto e algumas da empresas brasileiras fecharam negócios no ato, como a trading Double Port, que recebeu um pedido no valor de US$ 40 mil e nomeou dois representantes locais.
Os confeitos de amendoim, caramelos, pirulitos e balas de goma fabricados pela Kiuti estão fazendo o maior sucesso no Oriente Médio e Norte da África.
O município, um dos principais pólos de fabricantes de alimentos do país, exportou US$ 19,1 milhões em guloseimas no ano passado contra US$ 14,5 milhões em 2003. O surgimento de negócios em países árabes como Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Egito, Arábia Saudita e Iêmen está ajudando a aumentar as vendas externas.
Representantes das duas entidades vão se reunir hoje no Cairo. Na pauta, assuntos como as atividades paralelas à cúpula dos chefes de estado árabes e sul americanos, a realização da Semana do Egito no Brasil no segundo semestre e o próximo encontro do Conselho Empresarial Brasil-Egito. Enquanto isso as empresas brasileiras que estão expondo na Feira do Cairo vão participar de rodadas de negócios com companhias egípcias.
Pela primeira vez o Brasil ganhou um troféu de ouro na principal premiação internacional do setor, a iF Product Design Award 2005. O prêmio máximo na categoria iluminação deste ano ficou com o designer Fernando Prado, que desenvolveu a luminária Luna, com anteparo giratório nas cores preto e branco. Foi também o primeiro ouro latino-americano nos 50 anos do iF. No ano passado, o país levou três troféus de prata.
A madeireira Uliana recebeu ontem um pedido de 500 unidades de um importador local. O diretor da empresa, Antonio Carlos Uliana, quer participar do evento novamente nas próxima edições e ter um representante comercial no Egito. Já a Serra Comercial, que representa a Repume Iluminação, negocia com um empresário de Dubai a fabricação de produtos de iluminação pública nos Emirados Árabes Unidos.
A Serra Comercial, representante da Repume Iluminação, fez o negócio ontem, no segundo dia de mostra. O comprador é um engenheiro da Tanzânia. A Serra também está interessada em abrir uma linha de montagem no Egito em parceria com algum empresário local. Já há vários interessados. O espaço brasileiro, do qual a Serra faz parte, recebeu ontem a visita de 150 pessoas, entre elas o embaixador brasileiro no Cairo, Elim Dutra.
A Lord, fabricante de barbeadores manuais, com sede em Alexandria, participará pela primeira vez da feira de cosméticos Hair Brasil, que será realizada em abril na capital paulista. O portfólio da empresa inclui os sistemas tradicionais de duplo fio, de lâmina única, estojos com duas e três lâminas descartáveis e vários outros itens.
Empresa brasileira produtora de café orgânico quer ganhar mercado externo e aposta na Arábia Saudita e no Bahrein. A primeira remessa para a região, ainda sem data definida, deverá ser de 100 quilos. A companhia produz cerca de 1,5 mil quilos de café por mês.
A empresa brasileira enviou no ano passado dez mil pares de calçados para a cadeia Shoe Mart, que tem em torno de cem pontos-de-venda nos países do Golfo. Além de reforçar a parceria com a rede em 2005, a fabricante de calçados de Jaú também pretende explorar o mercado de Omã, país para onde enviou um pedido teste em 2004. A Ferrucci procura um representante comercial na região.
A informação é da Messe Frankfurt, empresa que promove feiras comerciais ao redor do mundo, inclusive no Brasil e nos países árabes. O gasto médio anual com estes produtos na região é de US$ 316 por criança, mais do que na Europa. De acordo com Chris Hudson, diretor da companhia alemã, o comércio de mercadorias infantis no Oriente Médio cresce 11,5% por ano.
Agricultores de Roraima montaram uma cooperativa com o apoio do Sebrae para transformar a fruta em papel. Vinte e seis produtores rurais trabalham no projeto com suas famílias.
Velhas conhecidas do consumidor brasileiro, as guloseimas fabricadas em São Paulo conquistaram o mundo. Atualmente, 50% do faturamento da empresa vem das exportações. Os Emirados Árabes Unidos estão entre os cinco principais mercados.

