Oportunidades de Negócios

Marina Sarruf São Paulo – Empresários do Iêmen e da Palestina presentes na rodada de negócios com companhias brasileiras nesta segunda-feira (14) no Hotel Renaissance, em São Paulo, se mostraram interessados em conhecer a produção de commodities e de vestuário de Maringá, no Paraná. O interesse foi demonstrado em conversas com representantes da Associação Comercial

Alexandre Rocha e Geovana Pagel São Paulo – Cerca de 200 pessoas, entre empresários árabes, brasileiros e representantes de associações, participaram do seminário que abriu as atividades da missão comercial árabe que está no Brasil para fazer negócios. Entre os presentes estava o jordaniano Halim Abdin, diretor da World Plastics, empresa que produz tubos para sistemas hidráulicos. Trata-se do seu

Sadia, Klin e Niasi fazem parte do grupo de empresas que vai participar de encontros com importadores do Iraque, Jordânia, Iêmen, Líbano e Palestina no hotel Renaissance. Uma das companhias brasileiras que estará no evento, a Fic/Phihong, de equipamentos eletrônicos, quer discutir a instalação de uma fábrica na região. Para algumas empresas, como a confecção Beth Bebê, as rodadas podem ser uma oportunidade de começar a exportar.

O Casulo Feliz, que nasceu com apenas uma roca de madeira e podução de seis quilos de fio ao mês, hoje fabrica cerca de dois mil quilos mensais e emprega 140 pessoas, todas moradoras de um dos bairros mais carentes de Maringá, no Paraná. A empresa já exporta fios de seda e produtos acabados, como tapetes e cortinas, para Espanha, Portugal, Itália e Argentina. O proprietário da fiação viajou recentemente ao Marrocos e ofereceu os produtos a empresári

A Jobi Artezanato, fundada pelas empreendedoras Jocelyne Scoffone e Edla Murad, envia cerca de mil peças, entre mesas, vasos e bibelôs revestidos com mosaico, para os Estados Unidos a cada dois meses. De lá, os objetos são distribuídos em países da América do Sul, Oriente Médio e Europa. Quem leva a produção adiante, em Vitória, é um grupo de mulheres artesãs. As duas sócias criaram a Jobi justamente para levar renda à população feminina local.

Formado em matemática e supervisor de produção de uma empresa de mineração em Cajati, no Vale do Ribeira, em São Paulo, José Amado Alves, procura investidores para comercializar o produto. Ele já transformou em farinha várias frutas, entre elas banana, goiaba, maçã, abacaxi, mamão e maracujá. O processo consiste em desidratar, secar e moer a casca da fruta, a polpa ou os dois juntos. A farinha fica colorida e com sabor.

A Vamol, de Arapongas, vendeu 200 estantes e racks, no valor de US$ 25 mil, para o país árabe no final de janeiro. Foi a primeira exportação da empresa para a região. A companhia também está negociando com Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos e Palestina. Empresários argelinos vão visitar a Vamol no final de fevereiro. 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior foi convidado por seu colega egípcio, Rachid Mohamed Rachid. O evento de negócios, um dos mais importantes da região, será realizado em março e terá um estande brasileiro patrocinado pela Câmara Árabe Brasileira e pela Apex. Ainda em março, Rachid poderá vir ao Brasil acompanhado de empresários de seu país.

Um estudo realizado no país revelou ainda que 76% dos domicílios têm linhas telefônicas fixas e 91% televisão via satélite. A pesquisa foi feita nas principais cidades: Amã, Irbid e Zarqa. Em 2004 o comércio exterior da Jordânia cresceu 34,4%. Empresários jordanianos vêm ao Brasil este mês para participar de rodadas de negócios com companhias brasileiras.