Oudeh Aklouk, diretor do grupo Aklouk Cousins Co., está interessado principalmente em autopeças. Ele integra a missão comercial árabe que está em São Paulo e participou das rodadas de negócios promovidas pela Câmara Árabe Brasileira. Empresários brasileiros e árabes saíram otimistas com as oportunidades surgidas no evento que terminou ontem.
Oportunidades de Negócios
A idéia foi lançada ontem durante visita de integrantes da missão de cinco países árabes à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O vice-presidente da entidade, Elias Miguel Haddad, se comprometeu a levar a proposta aos demais membros da diretoria e associados. Os empresários árabes acreditam que essa é uma maneira de reforçar o comércio bilateral. Eles querem que a mostra seja feita no próximo ano.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, as parcerias entre companhias de diferentes países são a face moderna do comércio internacional. Ele se reuniu ontem com representantes da missão de empresários árabes que está na capital paulista para negociar com empresas brasileiras. O chefe da delegação, Tabet Taher, disse que os investimentos conjuntos criam um compromisso com o fortalecimento das relações comerciais.
O grupo Hayel Saeed Anam, que atua em vários setores e está presente em 38 países, busca oportunidades no agronegócio e no setor imobiliário. O diretor da divisão industrial da companhia, Abdul Gabbar Hayel Saeed, está em São Paulo participando das rodadas de negócios organizadas pela Câmara Árabe Brasileira. Ele procura também eventuais parceiros para negócios em seu país e mais fornecedores.
A opinião é de Thabet A. Taher, ex-ministro das Minas e Energia da Jordânia e diretor da Federação de Empresários Árabes, que lidera a missão comercial de cinco nações árabes que está em São Paulo para negociar com empresas brasileiras. Durante a abertura dos trabalhos da delegação, o presidente da Câmara Árabe Brasileira, Antonio Sarkis Jr., anunciou que a CCAB planeja promover um evento para os empresários das duas regiões durante a reunião de cúpula dos países árabes e da América do Sul.
Ontem, no primeiro dia de contatos entre empresários brasileiros e de cinco países árabes, no hotel Renaissance, em São Paulo, os participantes demonstraram otimismo. As rodadas de negócios terminam hoje no final da tarde.
Marina Sarruf São Paulo – Empresários do Iêmen e da Palestina presentes na rodada de negócios com companhias brasileiras nesta segunda-feira (14) no Hotel Renaissance, em São Paulo, se mostraram interessados em conhecer a produção de commodities e de vestuário de Maringá, no Paraná. O interesse foi demonstrado em conversas com representantes da Associação Comercial
Alexandre Rocha São Paulo – A reunião de cúpula dos países árabe e da América do Sul, que será realizada em maio em Brasília, vai fortalecer o comércio entre o Brasil e o mundo árabe. Esta é a avaliação do embaixador da Jordânia em Brasília, Faris Muft, que participou hoje (14) pela manhã da abertura
Alexandre Rocha e Geovana Pagel São Paulo – Cerca de 200 pessoas, entre empresários árabes, brasileiros e representantes de associações, participaram do seminário que abriu as atividades da missão comercial árabe que está no Brasil para fazer negócios. Entre os presentes estava o jordaniano Halim Abdin, diretor da World Plastics, empresa que produz tubos para sistemas hidráulicos. Trata-se do seu
O presidente da CCAB, Antonio Sarkis Jr., deu as boas-vindas à missão comercial dos cincos países árabes que está em São Paulo mostrando os bons números do comércio exterior brasileiro. O grupo de empresários participa hoje e amanhã de rodadas de negócios no Hotel Renaissance.
Sadia, Klin e Niasi fazem parte do grupo de empresas que vai participar de encontros com importadores do Iraque, Jordânia, Iêmen, Líbano e Palestina no hotel Renaissance. Uma das companhias brasileiras que estará no evento, a Fic/Phihong, de equipamentos eletrônicos, quer discutir a instalação de uma fábrica na região. Para algumas empresas, como a confecção Beth Bebê, as rodadas podem ser uma oportunidade de começar a exportar.
O PIB somado da Jordânia, Iraque, Iêmen, Palestina e Líbano é de US$ 78,8 bilhões. A corrente comercial destas nações com o Brasil ultrapassou os US$ 815 milhões em 2004. Os principais produtos brasileiros embarcados no ano passado foram alumínio, carnes, automóveis, açúcar, café, trigo, leite e tubos de ferro e aço.
O Casulo Feliz, que nasceu com apenas uma roca de madeira e podução de seis quilos de fio ao mês, hoje fabrica cerca de dois mil quilos mensais e emprega 140 pessoas, todas moradoras de um dos bairros mais carentes de Maringá, no Paraná. A empresa já exporta fios de seda e produtos acabados, como tapetes e cortinas, para Espanha, Portugal, Itália e Argentina. O proprietário da fiação viajou recentemente ao Marrocos e ofereceu os produtos a empresári
A Jobi Artezanato, fundada pelas empreendedoras Jocelyne Scoffone e Edla Murad, envia cerca de mil peças, entre mesas, vasos e bibelôs revestidos com mosaico, para os Estados Unidos a cada dois meses. De lá, os objetos são distribuídos em países da América do Sul, Oriente Médio e Europa. Quem leva a produção adiante, em Vitória, é um grupo de mulheres artesãs. As duas sócias criaram a Jobi justamente para levar renda à população feminina local.

