Empresa prepara marca de café e pimenta para árabes

A comercial exportadora e importadora ALM Brazil vende produtos tipicamente brasileiros para África, Ásia e Oriente Médio. No final deste mês, lançará marca halal voltada ao mercado árabe.

Isaura Daniel
isaura.daniel@anba.com.br

São Paulo – A empresa ALM Brazil, uma comercial importadora e exportadora do Rio de Janeiro, lançará no final deste mês uma marca de café e de pimentas com selo halal para o mercado árabe. A sócia e CEO da trading, Marlucia Martire, não revela ainda o nome da marca, já que o registro está em andamento, mas conta que os cafés serão o conilon e o arábica, torrados, e da lista de pimentas fazem parte, entre outras, a murupi, as malaguetas, a biquinho, além de molhos como de mix de pimentas para carnes e de alho com pimenta.

A ALM Brazil trabalha com exportação de uma gama de alimentos tipicamente brasileiros e escolheu para esse projeto a pimenta e o café em função da forte demanda que recebe para eles do mercado árabe e também de solicitação destes mesmos importadores da região. “Vi oportunidades grandes lá para o café e as pimentas”, afirma a empresária. A ALM Brazil participou como expositora em dezembro da feira SIAL Middle East (foto acima), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, e recebeu muitos pedidos de cotações durante e depois da mostra.

O plano inicial é enviar o café torrado do Brasil, mas a empresa também está conversando com um potencial parceiro árabe sobre a possibilidade de exportar o produto verde e torrá-lo e embalá-lo nos Emirados Árabes Unidos, barateando assim o custo e tornando o café mais competitivo localmente, segundo Marlucia. Ela seguirá as conversas sobre o assunto neste mês, quando estará em Dubai para participar da feira de alimentos Gulfood como expositora. O lançamento da marca halal para o mercado árabe ocorrerá durante a mostra.

Os mercados da ALM Brazil estão na Ásia, África e Oriente Médio. Entre os árabes, a empresa vende para Emirados Árabes Unidos e está em negociação com Kuwait, Omã e Egito. Nos Emirados chegam cafés e pimentas, e a trading se prepara para embarcar limão fresco. Apesar da China ser o maior mercado da empresa, a CEO afirma que é nos países árabes que ela vê as maiores perspectivas. “O árabe é um mercado que tem respondido muito bem aos produtos brasileiros”, diz a empresária.

A ALM Brazil exporta tapioca, açaí, cajuína (suco clarificado de caju), castanha-do-Brasil, castanha-de-caju, flor de sal (cristais de sal usados na culinária) e limão, e está começando a trabalhar com água gourmet. Este último produto, da marca Minerale, vem de fonte com zero poluição e sem manipulação humana, é puríssimo, comercializado em garrafas de vidro em segmento premium, segundo Marlucia. Os produtos vendidos pela ALM são de empresas da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Pará, Ceará e Paraná.

A empresa do Rio nasceu em 2004 atuando na intermediação de negócios e depois se transformou em comercial exportadora e importadora para ter a possibilidade de fazer ela mesma a exportação ou importação e adaptar os produtos para os mercados. “Eu via a dificuldade das empresas de concluírem as operações em comércio exterior”, relata Marlucia. A trading trabalha com empresas que não exportam, mas que tem produtos bons para isso, e com outras que exportam, mas delegam mercados específicos para a ALM.

Marlucia defende o trabalho das tradings e acredita que elas têm potencial para ajudar a aumentar significativamente a exportação brasileira. Ela também percebe a exportação como uma via de divulgação da cultura nacional. Cita um exemplo da absorção do estilo de vida brasileiro pelo comércio: os árabes consumindo açaí. Era algo que não faziam antes de o Brasil vender o produto à região. “Não quero fazer só uma venda, mas um negócio no qual as pessoas acreditam naquilo que estão comprando”, diz a empreendedora.

Marlucia Martire nasceu na cidade do Rio, é formada em Direito e tem especialização em Direito Internacional Privado. Foi dando consultoria a empresas nesta área que percebeu que seu caminho era o comércio exterior. “Eu via que as empresas não exportavam e aquilo mexeu comigo”, relata sobre a sua percepção pessoal da falta de uma cultura exportadora no setor empresarial. Ela abriu a ALM com duas colegas de profissão, que depois saíram da empresa e, atualmente, a sócia é sua filha, Gabriela Martire. O seu marido, Luigi Martire, também participa dos negócios. “Amo meu trabalho, faço com amor e com forte dedicação”, afirma.

Contato:

ALM Brazil
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