São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou nesta terça-feira (13), em Washington, a revisão das suas projeções para o crescimento mundial neste ano e em 2027, com expectativa de expansão menor para o Brasil e recessão no Oriente Médio. A estimativa divulgada pelo fundo em sua Perspectiva para a Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês), indica que, neste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 2,2%. Em julho, a estimativa era de 2,4%. Para 2027, a projeção é de expansão de 1,9% do PIB. Em julho, era de 2,2%.
No documento, o fundo atribui a nova previsão para a economia brasileira à restritiva política monetária para trazer a inflação para o centro da meta, retirada de apoio à política fiscal do governo e incertezas globais. A taxa básica de juros é de 13,75% ao ano, uma das mais altas do mundo.
Já para os países do Oriente Médio e Ásia Central, o que inclui nações árabes e não árabes, a estimativa do FMI é de recessão de 0,3% e expansão de 6,3% em 2027. A previsão anterior era de expansão de 0,7% neste ano e 6,5% em 2027. O fechamento do Estreito de Ormuz é apontado como o principal motivo da piora nas previsões de desempenho econômico.
Bahrain, Iraque, Kuwait e Catar são apontados pelo fundo como os países mais afetados pelas interrupções na produção e escoamento de petróleo. Para estes, diz o FMI, são esperadas contrações econômicas de “dois dígitos” neste ano, com similar recuperação em 2027 à medida que produção, logística e exportações se normalizarem.
No documento, o fundo revisou também as perspectivas para a economia global: alta de 3,1% neste ano, ante 3% na previsão anterior, e de 3,4% em 2027, sem mudanças na comparação com as estimativas de julho. O FMI afirma que duas grandes forças, a geopolítica e a tecnologia, estão influenciando o desempenho da economia sendo que os impactos de curto prazo estão sendo gradualmente percebidos, mas com impactos de longo prazo ainda em grande parte desconhecidos.
“Mais recentemente, a tecnologia tem se manifestado como um choque positivo na demanda, impulsionado por investimentos em inteligência artificial (IA) e em hardware e infraestrutura relacionados. Os fluxos comerciais demonstram isso de forma bastante evidente”, afirma o fundo.


