Setor de Estudos Árabes da UFRJ completa 50 anos

A Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro promove uma Jornada Comemorativa para celebrar o aniversário em 22 de maio, com exposição do material produzido pelo departamento.

Bruna Garcia Fonseca
bruna.garcia@anba.com.br

São Paulo – O Setor de Estudos Árabes da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) completou 50 anos e, para celebrar a data, fará uma Jornada Comemorativa no dia 22 de maio, das 10 às 16 horas, na Faculdade de Letras, na Ilha do Fundão, na capital fluminense. A UFRJ completará 100 anos em 2020. Na foto acima, o prédio da reitoria.

O evento de Jubileu de Ouro do setor contará com mesa de abertura no Auditório 3, com representantes da diretoria, reitoria e chefia do departamento, além de professores da instituição. Em seguida, na Sala D-16, haverá uma exposição de documentos, medalhas, livros traduzidos, dicionários, manuais, teses e fotos, todos parte de projetos realizados no Setor de Estudos Árabes da universidade, das 11 às 16 horas. Segundo a professora Suely Ferreira Lima, que coordena o setor, haverá também um coffee break no evento, tudo resultado do esforço dos próprios professores para que a data não passe em branco.

Encontro de arabistas realizado no Jóquei Clube

“Quando completamos 40 anos, dez anos atrás, foi um período muito bom para a universidade e nós conseguimos fazer um evento à altura. Lançamos o primeiro dicionário árabe-português e promovemos um encontro de arabistas luso-brasileiros. Reunimos estudiosos do Marrocos, do Brasil e de Portugal, entre outros países. Mas este ano, com as crises do governo e os cortes de verbas, não conseguimos celebrar esta que é uma data ainda mais emblemática nos mesmos moldes”, afirmou Lima.

O Dicionário Árabe-Português é de autoria do libanês Alphonse Nagib Sabbagh, fundador do Setor de Estudos Árabes da UFRJ. Sabbagh, que era monsenhor da Igreja Greco-Católica Melquita, morreu em 2015, aos 95 anos.

Lima lembra que um dos professores do departamento, João Baptista de Medeiros Vargens, ganhou o prêmio Unesco-Sharjah para a Cultura Árabe, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em 2012. Vargens ganhou também um prêmio de tradução concedido pela Arábia Saudita, em 2013. Ele é fundador da Almádena, editora que lançou o Dicionário Árabe-Português.

De acordo com a coordenadora, os cortes de verbas nas universidades federais, propostos pelo atual governo, irão afetar não só o Setor de Estudos Árabes, mas todos os setores das universidades federais. Lima afirmou que, nos últimos anos, a universidade vem recebendo cortes orçamentários graduais e que não tem mais verba nem para eventos acadêmicos, como bancas de conclusão de bacharelado, mestrado ou doutorado.

“Há alguns anos, nós tínhamos uma verba para compor a banca examinadora, e vinham professores convidados de outras cidades e estados com o custeio de passagem pago pela universidade, mas hoje não temos mais nem isso, temos que fazer via videoconferência, o que não é a mesma coisa”, informou. O Setor de Estudos Árabes abre quinze vagas por ano e, de acordo com Lima, entre seis e sete alunos se formam em cada turma.

“Queremos divulgar nosso curso e o Setor de Estudos Árabes perante a sociedade em um momento tão delicado e importante para as universidades públicas no País. Todos que têm interesse na cultura árabe e em conhecer melhor a UFRJ estão convidados a participar do nosso evento”, convidou Lima. A entrada é gratuita.

Serviço

Jornada Comemorativa – 50 anos do Setor de Estudos Árabes
Faculdade de Letras da UFRJ
22 de maio, das 10h às 16h
Mesa de Abertura às 10h, no Auditório 3
Exposição das 11h às 16h, na Sala D-16
Faculdade de Letras, Ilha do Fundão
Rio de Janeiro
Grátis

Rafael Pizzino/UFRJ

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