Árabes podem contribuir com US$ 5 bi para o BNDES

Paulo Rabello de Castro, do BNDES, informou que são esperados US$ 15 bi em investimentos no Banco nos próximos cinco anos, e que um terço pode vir dos árabes.

Bruna Garcia Fonseca
bruna.garcia@anba.com.br

Rabello presidiu o BNDES até a semana passada

São Paulo – O economista Paulo Rabello de Castro, que acabou de deixar o cargo de presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirmou que são esperados US$ 15 bilhões (ou R$ 50 bilhões) adicionais em recursos no BNDES nos próximos cinco anos – oriundos de captações e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Rabello participou de um painel sobre Investimentos no Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, nesta segunda-feira (02), em São Paulo.

Desse montante, Rabello declarou que um terço poderia vir dos países árabes, algo na ordem de US$ 5 bilhões no período. “Hoje a gente não faz nem US$ 1 bilhão, quanto mais US$ 5 bilhões, mas é uma meta plausível”, assegurou. De acordo com o economista, o BNDES poderia agir como banco de investimentos para os árabes, que comprariam fundos administrados pela instituição brasileira.

Para ele, o banco poderá contar cada vez menos com recursos públicos e terá que buscar mais recursos no exterior. Rabello acrescentou que investidores brasileiros teriam condições de aplicar também US$ 5 bilhões nos países árabes.

Michel Alaby foi o mediador do painel

O painel foi mediado pelo diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, e pelo secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Alemã, Abdul Aziz Al-Makhlafi, e contou também com os egípcios Abd El Kadr Darwish, vice-presidente da Zona Econômica do Canal de Suez, e Mohamed Abdul Wahab, vice-presidente da agência de promoção de investimentos do país árabe. Participou ainda o economista chefe do banco libanês Audi, Marwan Barakat.

Darwish defendeu novas iniciativas para ampliar os negócios entre brasileiros e árabes. “As matérias-primas respondem por 75% das exportações do Brasil ao Egito, queremos novas ideias”, declarou.

Wahab acrescentou que o Egito aprovou no ano passado um novo código de investimentos que concede incentivos fiscais e uma série de outros benefícios a investidores estrangeiros.

Barakat, por sua vez, afirmou que o Brasil é uma boa porta de entrada para os demais países da América Latina.

*Colaborou Alexandre Rocha

Sérgio Tomisaki/ANBA
Sérgio Tomisaki/ANBA
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