As vendas brasileiras ao mercado árabe ficaram em US$ 1,1 bilhão em julho contra US$ 883 milhões no mesmo mês de 2009. As compras de alimentos feitas para o Ramadã influenciaram no desempenho.
Autor: Isaura Daniel
O mercado importa moda, alimentos e materiais de construção acima da média mundial. A conclusão é de um levantamento da Câmara Árabe, que disponibilizou novos dados sobre os países em seu site.
Xmune e Olinda Isper vieram do Líbano para São Paulo em 1970. Na capital paulista realizaram o sonho da mãe de ter um restaurante e ficaram famosas por seus quibes e pratos árabes saborosos.
A Der Metropol, marca paulistana de roupas masculinas, criou sua coleção primavera-verão 2010/2011 usando elementos do país dos faraós. Gatos nas estampas e botões dourados estão nas peças.
A receita com mercado externo deve alcançar US$ 12,4 bilhões, segundo a Anfavea. Em volume, as vendas vão ficar em 620 mil unidades. A projeção é maior que a anterior em 90 mil automóveis.
A demanda na China deve sustentar o aumento das vendas de soja em grão do Brasil. O mercado árabe também vem se expandindo. As exportações devem ficar em 29,8 milhões de toneladas neste ano.
A fabricante de cerâmica Antigua vai participar da feira de construção em Dubai, em novembro, esperando encontrar menos concorrência com europeus. As inscrições para a mostra estão abertas.
Uma delegação do país árabe estará em São Paulo e Rio de Janeiro na próxima semana. Entre as atividades haverá reunião do Conselho Empresarial Brasil-Tunísia e rodadas de negócios na Câmara Árabe.
A empresa tem contrato de cooperação com a espanhola Special New Fruit Licencing Mediterraneo, que está testando no Egito e Marrocos a produção de uvas sem sementes desenvolvidas no Brasil.
A indústria brasileira de máquinas aumentou as exportações em 6,5% no primeiro semestre do ano. Entre os 50 principais compradores há cinco países árabes, dos quais quatro importaram mais.
A Toshiba Transmissão e Distribuição do Brasil já vendeu transformadores ao Egito e Marrocos e participa de novas concorrências na região. Os equipamentos servem para usinas, indústrias e subestações.
A Brapenta exporta máquinas para controle de peso e detecção de metais em alimentos a indústrias de açúcar e de macarrão do mundo árabe. A empresa quer ampliar negócios na região.
O Kuwait tem um plano de desenvolvimento de US$ 30 bilhões para os próximos cinco anos e quer participação de brasileiros. Uma missão do país foi recebida pela Câmara Árabe em jantar nesta terça.
Os jeans da marca, de propriedade de Renato Kherlakian, criador da Zoomp, foram embarcados para os Emirados há cerca de 30 dias. A rede de lojas Bugatti vai comercializá-los na região.

