São Paulo – O Catar foi o país que mais avançou em educação entre 2006 e 2025, segundo avaliação dos estudantes locais em Leitura, Ciências e Matemática feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil também está bem-posicionado no ranking, já que o país ficou em sétimo no mundo no avanço dos estudantes em Leitura e em Matemática e em oitavo em Ciências.
Em Leitura, depois do Catar, os que mais avançaram foram, por ordem decrescente, Quirguistão, Montenegro, Turquia e Azerbaijão. Em Ciências, o Catar vem seguido de Turquia, Quirguistão, Macau e Colômbia. Em Matemática, a partir da segunda posição estão Quirguistão, Turquia, Macau e Montenegro.
Foram avaliados 760 mil estudantes de 15 anos em 91 países e economias pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025. As informações foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) com o Ministério de Educação do Brasil.
O Catar saiu de 312 pontos em Leitura em 2006 para 418 em 2025, um avanço de 106 pontos, bem acima do segundo colocado, que avançou 60 pontos. Em Ciências, o país árabe cresceu 85 pontos, de 349 para 434, e em Matemática a pontuação de 2025 foi 416 contra 318 em 2006, 98 pontos a mais e quase o dobro do segundo colocado, que cresceu 53 pontos. No Catar, 6.674 alunos, em 246 escolas, foram avaliados.
No mundo
Apesar do recorte comparando os anos de 2006 a 2025 divulgado pelo Inep, a OCDE informou que no comparativo entre 2022 e 2025, o desempenho geral dos alunos (todos os países pesquisados juntos) caiu em Leitura e Matemática, atingindo a nota mais baixa já registrada pelo Pisa nessas áreas. Já em Ciências o desempenho se manteve estável no período, após tendência de queda de 2009 e 2022.
A OCDE afirma que a inteligência artificial e as ferramentas digitais devem ser utilizadas pelos estudantes com cautela, para fins claramente definidos e com moderação. Os alunos tenderam a ter um desempenho pior quando o uso se tornou excessivo ou quando os dispositivos foram usados para lazer na escola. A distração digital também afeta a sala de aula como um todo, segundo a organização.
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