São Paulo – Um estudo realizado pela instituição inglesa Brand Finance, em parceria com a revista The Banker, apontou dez bancos brasileiros entre as 500 mais valiosas marcas bancárias do mundo. O Bradesco é a marca nacional melhor posicionada, estando em 9º lugar, com o valor avaliado em US$ 13,29 bilhões.
Em seguida estão Itaú (US$ 6,91 bilhões, 25ª posição), Banco do Brasil (US$ 6,69 bilhões, 26ª posição), Unibanco (US$ 1,85 bilhão, 80ª posição), Nossa Caixa (US$ 440 milhões, 232ª posição), Banrisul (US$ 284 milhões, 311ª posição), Banco do Nordeste (US$ 220 milhões, 349ª posição), BM&FBovespa (US$ 176 milhões, 398ª posição), Redecard (US$ 159 milhões, 419ª posição) e BIC (US$ 118 milhões, 490ª posição).
Em 2009, havia oito instituições brasileiras. Este ano, entraram BM&FBovespa, Redecard e BIC Banco, e saiu o Banco Panamericano.
A soma total do valor das marcas brasileiras subiu de US$ 18,28 bilhões para US$ 30,16 bilhões em 2010, um crescimento de 65%; e o valor de mercado das empresas cresceu 139%, ou seja, o montante saltou de US$ 91 bilhões em 2009 para US$ 217 bilhões em 2010.
O Bradesco, marca mais valiosa do Brasil e da América Latina, registrou crescimento de 72,7%. Na edição de 2009, o banco havia ocupado a 12ª colocação no ranking.
O segundo melhor resultado foi para o Banco do Brasil, que saiu da 36ª para a 26ª posição, com crescimento de 133,6%. Os demais bancos também registraram crescimento elevado, como Itaú, 23,6%; Unibanco, 22%; Nossa Caixa, 65,8%; Banrisul, 67,4%; e Banco do Nordeste, 138,8%.
Para Gilson Nunes, sócio e CEO da Brand Finance para América do Sul, estas colocações foram obtidas graças ao bom desempenho dos bancos em seus indicadores de marca relacionados à imagem, credibilidade, confiança, solidez, grau de satisfação, lealdade, capilaridade, qualidade dos produtos e serviços, eficiência da comunicação e marketing, retorno sobre investimento, lucratividade, crescimento das receitas e redução da exposição ao risco.
Ainda segundo o CEO, a estrutura bancária do Brasil foi beneficiada também pelos ajustes operacionais realizados no período de inflação elevada, moratórias e crises de liquidez em passado recente. "Neste sentido, o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional), que colocou mais de R$ 40 bilhões no sistema financeiro brasileiro, entre 1995 e 2000, para salvaguardar nosso sistema de insolvência e falta de liquidez, foi de vital importância", afirmou Nunes em nota.
Marcas mundiais
Já os dez primeiros lugares das mais valiosas marcas bancárias do mundo pertencem a: HSBC (US$ 28,47 bilhões), Bank of America (US$ 26,04 bilhões), Santander (US$ 25,57 bi), WellsFargo (US$ 21,9 bi), Citi (US$ 14,36), BNP Paribas (US$ 14,0 bi), Goldman Sachs (US$ 13,88 bi), Chase (US$ 13,4 bi), Bradesco (US$ 13,29 bi) e Barclays (US$ 13,13 bi).
"Em relação aos levantamentos de 2009, as mais significativas mudanças neste novo ranking das primeiras posições referem-se à entrada das marcas Barclays, Goldman Sachs e do Bradesco – representando, pela primeira vez, a presença de um banco da América Latina na lista dos dez maiores do mundo; além da saída do American Express, ICBC e China Construction Bank, que caíram, respectivamente, para a 11ª, 12ª e 13ª posição", afirmou Nunes em nota.
De acordo com o executivo, o valor de mercado das 500 instituições financeiras avaliadas atingiu US$ 6 trilhões em 2010 – um crescimento de 62% sobre o ano anterior; e a soma do valor de suas marcas aumentou 49%, totalizando US$ 716 bilhões. Segundo ele, uma média de 12% do valor de mercado destes bancos é atribuída às suas marcas.
O estudo mostra que as marcas de bancos dos EUA e da Europa foram as mais afetadas pela crise e tiveram, portanto, suas presenças reduzidas entre as 500 mais valiosas do mundo. No levantamento atual, constam 85 marcas americanas e 22 inglesas, contra 95 e 24 em 2009, respectivamente. Porém, considerando a Europa como um todo, este número aumentou de 170 para 197 marcas de bancos.
"Os destaques foram para França, Espanha e Suíça, países onde a confiança do público em suas marcas não sofreu grandes abalos; e numa direção oposta, Brasil, China, Índia e Rússia apresentaram melhores índices de crescimento durante e após a crise”, completou Nunes.

