Brasil já é o segundo maior exportador mundial de milho

País responde por 25% do comércio global do produto. Há 10 anos, participação era de apenas 1%, segundo a FAO.

Agência Brasil
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Brasília – Relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) publicado nesta quinta-feira (09), em Roma, aponta que o Brasil consolidou sua rápida ascensão na produção de milho, tornando-se o segundo maior exportador mundial do cereal. Os Estados Unidos são o primeiro. Há 10 anos, o País detinha apenas 1% do mercado global e agora já é responsável por 25% do total mundial das vendas do produto.

Os países árabes são mercados relevantes para o produto. As exportações de milho para a região somaram US$ 229 milhões de janeiro a abril, um aumento de 81,3% sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

O estudo da FAO destaca também que a Índia foi, pela segunda vez consecutiva, o maior produtor mundial de açúcar, destronando uma vez mais o Brasil. Ainda assim, o país sul-americano continua a ser o maior exportador mundial do produto.

Segundo o relatório, as importações mundiais de alimentos deverão recuar 2,5% em 2019 e o custo global de importação de produtos alimentares deverá diminuir, mas os países mais pobres e vulneráveis não se beneficiarão desta queda dos preços.

Etanol

Uma das razões que explicam o aumento da produção de milho brasileira está na utilização do produto para a fabricação de etanol. Tradicionalmente, o etanol é produzido no Brasil a partir da cana-de-açúcar.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), dos 30,3 bilhões de litros de etanol que serão produzidos no Brasil nesta safra, 1,4 bilhão será fabricado a partir do milho.

De acordo com a Conab, a produção de etanol a partir do milho está “cada vez mais relevante”, embora por enquanto representa apenas 4,62% do total do álcool produzido no País. O estado de Mato Grosso é o maior produtor, seguido pelos estados de Goiás e Paraná.

“É um novo negócio. O Brasil tem a possibilidade de fazer etanol de milho e de cana. E, no futuro, teremos condições de fazer um etanol que chamamos de segunda geração, que é o etanol de biomassa. Portanto, é um novo mercado que está se abrindo”, disse o coordenador-geral de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cid Caldas.

Ele estima mais de U$ 1,26 bilhão em investimentos na produção de milho para a extração de etanol no Brasil ao longo dos próximos quatro ou cinco anos.

*Com informações da ONU News e da redação da ANBA

Arquivo/Portos do Paraná

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