São Paulo – A jornalista brasileira Patrícia Matos de Farias lançou neste mês o seu livro “Cerzideira – costurando com fios da memória” em Manama, no Bahrein, país onde ela mora. O lançamento da obra, publicada em português e com a temática de herança feminina e identidade, ocorreu no café do Bahrain National Museum, voltada para a comunidade brasileira que reside no país. O livro teve apresentações anteriores em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, também para brasileiros, e no Rio de Janeiro.

Cerzideira é o primeiro livro de Patrícia. De acordo com informações divulgadas pela escritora, ele traz um relato autobiográfico que atravessa três gerações de mulheres, explorando vivências e papéis como neta, filha, mulher e mãe. O título do livro é usado como metáfora para a narrativa sobre memória, pertencimento e herança feminina. “Mulheres que reparavam tecidos com tamanha delicadeza que os remendos se tornavam quase invisíveis”, assim explica a escritora, em seu material de divulgação, o ofício de cerzir.
A obra é baseada em pesquisa pessoal que incluiu fotografias, cartas e diários que ajudaram a autora a percorrer a ancestralidade, em processo também de autoconhecimento, segundo as informações divulgadas. O livro inclui reflexões sobre o enfrentamento de tratamento oncológico. O título da obra surgiu a partir de cartões de visita antigos com a inscrição “cerzideira invisível”, que a bisavó de Patrícia utilizava para escrever poemas, em uma época em que o acesso a papel era limitado.
O livro foi publicado pela editora Interseção Design de Histórias e tem a orelha assinada pela chef de cozinha Roberta Sudbrack. Brasileira e formada em Jornalismo, Patrícia Matos de Farias se especializou em cultura teológica, já morando no Oriente Médio. Antes do Bahrein, ela residiu por 15 anos nos Emirados Árabes Unidos. Apesar de estar disponível atualmente apenas em português, a escritora está buscando vias para traduzir e publicar a obra no idioma árabe. “Acho que é uma narrativa importante para ser discutida entre as leitoras árabes sobre feminino, memória e ancestralidade”, afirmou ela para a ANBA.
O livro pode ser encontrado no site da editora ou em outras plataformas de e-commerce.
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