Brasília – Os brasileiros permanecem otimistas em relação à situação socioeconômica do País, aponta a pesquisa Índice de Expectativa das Famílias (IEF), divulgada nesta segunda-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Apesar do índice apurado em setembro (63,1 pontos) ser 2,1 pontos inferior ao de agosto, a avaliação é de que o brasileiro continua otimista.
A ligeira queda da média nacional refletiu a diminuição dos índices regionais em relação a agosto no Norte, Nordeste e Sudeste. A Região Norte apresentou uma diminuição de 4,1 pontos, com 57,1 pontos em setembro, a menor média registrada desde a criação do índice, marcando o retorno do grau de expectativa das famílias de otimista para moderadamente otimista, similar ao ocorrido em julho.
Enquanto isso, as regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram elevação do otimismo. A Região Sul obteve uma elevação de 4,3 pontos em relação ao mês anterior e volta a demonstrar índice acima de 60 pontos, passando de moderadamente otimista para otimista. O Centro-Oeste continua sendo a região em que as famílias têm expectativas mais otimistas, com 74,9 pontos, 1,9 ponto a mais que em agosto.
Produzido pelo Ipea desde agosto do ano passado, o IEF revela a percepção das famílias brasileiras em relação à situação socioeconômica do País para os próximos 12 meses e para os cinco anos seguintes. A pesquisa aborda temas como situação econômica nacional; condição financeira passada e futura; decisões de consumo; endividamento e condições de quitação de dívidas e contas atrasadas; mercado de trabalho, especialmente nos quesitos segurança na ocupação e sentimento futuro de melhora profissional.
O IEF é uma pesquisa estatística mensal por amostragem realizada em 3.810 domicílios de mais de 200 municípios de todo o País, com margem de erro de 5%. A escala de pontuação de expectativas das famílias vai de 0 a 100 e segue as seguintes indicações: grande pessimismo, de 0 a 20 pontos; pessimismo, de 20 a 40 pontos; moderação, de 40 a 60 pontos; otimismo, de 60 a 80 pontos; grande otimismo, de 80 a 100 pontos.
Situação financeira
O levantamento mostrou também que 71,9% das famílias brasileiras indicaram estar melhor financeiramente hoje do que há um ano, percentual ligeiramente inferior ao apresentado no mês anterior (73,8%). Essa queda é verificada no aumento da proporção de famílias que acreditam terem piorado financeiramente, de 22,7% para 23,7%.
A Região Centro-Oeste se manteve a mais otimista no aspecto de melhoria financeira em relação ao ano anterior (83,5%), com quase 10 pontos percentuais a mais em relação à segunda maior, a Região Sudeste (73,8%). Enquanto o Centro-Oeste apresentou uma elevação de quase quatro pontos percentuais frente ao mês de agosto, a Região Sudeste caiu de 79,2% para 73,8%.
No quesito expectativa sobre a situação financeira das famílias para o próximo ano, a Região Norte é a que se mantém mais otimista (92,7%), apesar de uma leve queda em relação aos dados de setembro de 2010 (94,7%).
A pesquisa indica ainda que, nesse mesmo período, o Centro-Oeste, que em outras variáveis vem se mostrando a região mais otimista, demonstrou um salto considerável de expectativas positivas quanto à situação financeira das famílias para os próximos 12 meses, passando de 71,6% para 92,6% entre setembro de 2010 e setembro de 2011.
A média nacional em relação à situação das famílias para o próximo ano (77,8%) e as taxas das regiões Sul (70,3%), Sudeste (75,2%) e Nordeste (77,4%) apresentaram quedas em relação ao mês anterior. A redução mais expressiva foi de 6,2 pontos percentuais, registrada na Região Sudeste. A Região Sul se manteve como a menos otimista quanto à situação financeira das famílias para os próximos 12 meses, diz o estudo.

