Câmara Árabe se reúne com ministra do Egito

O presidente da entidade, Rubens Hannun, se reuniu com a ministra do Investimento e Cooperação Internacional do país. Ele ainda recebeu homenagem em evento de empresários brasileiros no Cairo.

Thais Sousa
tsousa@anba.com.br

São Paulo – O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, e o secretário-geral da instituição, Tamer Mansour, se reuniram no último sábado (22) com a ministra do Investimento e Cooperação Internacional do Egito, Sahar Nasr (foto acima). A reunião ocorreu na capital do país, Cairo.

“Foi um encontro significativo porque no sábado é descanso deles e foi a ministra que propôs a reunião. Eu tive fala de abertura na qual agradeci ela por ter aberto agenda e fiz retrospectiva desde a reunião que tivemos há dois anos. Na ocasião, ela nos colocou que estava mudando a Lei de investimento no Egito, que iria facilitar e agilizar os processos. A Câmara traduziu a Lei e a promoveu desde então. Falei como fizemos isso nos seminários no Brasil, sobre o acordo do [Egito com o] Mercosul e o progresso nas relações nesses pouco mais de dois anos”, afirmou Hannun à ANBA.

Além dos representantes da Câmara Árabe, participou do encontro delegação de empresários brasileiros que esteve no Cairo para as atividades do Fórum Econômico Brasil-Egito. Hannun aproveitou para agradecer os egípcios por sua grande delegação no Fórum Econômico Brasil–Países Árabes, que ocorreu em 2018, e convidou a ministra para vir ao próximo fórum no Brasil, que ocorrerá em 2020. “Também entreguei uma carta a convidando para vir ao Brasil no segundo semestre para realizar um evento específico com o Egito. Parece que ela gostou da ideia e está estudando”, informou Hannun.

O embaixador brasileiro no Egito, Ruy Pacheco de Azevedo Amaral, também falou durante o encontro, que contou com apresentações mostrando oportunidades de investimentos no Egito, entre elas, a de Tamer Mansour. “Falamos em termos de começar a criar parcerias de ganha-ganha, que comecem no Brasil e terminem no Egito e vice-versa. Também houve a apresentação de investimentos na Zona Econômica do Canal de Suez, que é muito famosa e tem possibilidade de apresentar e ser polo dos produtos brasileiros, especialmente no setor da segurança alimentar”, destacou Mansour.

Participaram do encontro com a ministra egípcia empresários de 22 companhias brasileiras. Entre as autoridades egípcias, estiveram o presidente da Autoridade para o Canal de Suez, Mohab Mamish, o vice-presidente-executivo da Autoridade Geral para Zonas Francas e Investimentos (Gafi) do Egito e o co-presidente do Conselho Empresarial Brasil-Egito, Emad El Sewedy.

Homenagem

Ainda no dia 22, a Câmara Árabe foi homenageada no Cairo, durante jantar do World Company Award (Woca), premiação organizada pela Global Council of Sales Marketing (GCSM). O presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, recebeu a homenagem no evento que foi parte das atividades do Fórum Econômico Brasil-Egito. “Foi sobre as realizações da relação entre Brasil e Egito. É bem significativo. Foi homenagem em meu nome, mas na verdade é para a Câmara e os seus colaboradores”, declarou o presidente.

Hannun (2º da dir. p/ esq.) é homenageado no Cairo, durante jantar do World Company Award

O Woca homenageou também outros representantes de entidades brasileiras e estrangeiras, entre eles estiveram Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobrás, Ruy Pacheco de Azevedo Amaral, embaixador do Brasil no Egito, Lu Alckmin, presidente do fundo de Solidariedade do Estado de São Paulo entre 2011 e 2018, e Sahar Nasr, ministra do Investimento e Cooperação Internacional do Egito.

De acordo com Mansour, o encontro ocorre num momento em que o acordo de livre comércio Mercosul-Egito completa dois anos de entrada em vigor e que os negócios bilaterais registram saltos. As exportações do Egito ao Brasil, por exemplo, cresceram 100% em volume e 80% em valor nos cinco primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018, segundo dados da Câmara Árabe.

O balanço da viagem ao Egito foi positivo para a Câmara Árabe. “Foi um marco. Primeiro porque a delegação era de empresários de muito bom nível. Os brasileiros se interessaram muito por entender o Egito e passaram a respeitar muito o estágio que está a economia do país, e têm muito interesse em continuar essa relação. Para a Câmara foi muito bom, porque vamos dar continuidade a essa relação e incentivar cada vez mais. Além de entrevistas que demos para televisão e jornais do Egito, que mostraram o papel da Câmara e como ela trabalha. Foi muito positivo”, concluiu Hannun.

Divulgação

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