São Paulo – O preço do petróleo disparou nesta quinta-feira (19) depois que o Irã atacou a maior instalação de gás natural liquefeito do Catar, Ras Laffan, e refinarias na Arábia Saudita e no Kuwait, o que aumenta os temores de que a guerra provoque uma crise energética global.
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, está ganhando novos contornos com ataques diretos a pontos de produção de combustíveis e não mais apenas a instalações de armazenamento e transporte.
O barril de Brent do Mar do Norte saltou para US$ 114,64 e o West Texas Intermediate (WTI) passou brevemente dos US$ 100. A cotação chegou a US$ 119, mas recuou no decorrer do dia.
O Catar é o segundo exportador mundial de GNL. O bloqueio, por parte do Irã, do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% das exportações de petróleo e gás antes da guerra, permanece no centro das atenções.
Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Países Baixos se declararam “dispostos a contribuir” para garantir a segurança nesta passagem marítima crucial. A Organização Marítima Internacional (OMI), uma agência da ONU, instou a criação de um “corredor seguro” de navegação no Golfo para evacuar embarcações bloqueadas, após uma reunião de emergência em Londres.
A OMC prevê uma forte desaceleração do comércio mundial de mercadorias este ano, com um crescimento limitado a 1,4%, se os preços da energia se mantiverem elevados pela guerra no Oriente Médio.
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