Economia do Catar crescerá mais em 2019

Relatório do FMI divulgado traz dados positivos sobre o país árabe, como projeção de avanço de 2,6% do PIB neste ano, contra 2,2% em 2018. Catar conseguiu consolidação fiscal, apesar dos preços menores do petróleo, segundo o organismo.

Isaura Daniel
isaura.daniel@anba.com.br

São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB) do Catar deverá crescer 2,6% neste ano e 3,2% no ano que vem, acima dos 2,2% do ano passado. Os dados foram divulgados na segunda-feira (03) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo a instituição, o Catar absorveu com sucesso os choques da queda dos preços internacionais do petróleo que se deu a partir de 2014 e do rompimento de algumas relações diplomáticas há dois anos.

Segundo o FMI, no ano passado a inflação permaneceu baixa no país e a posição fiscal mudou para um superávit de 2,3% do PIB, após déficit considerável em 2017. A recuperação dos depósitos de não residentes e o financiamento de bancos estrangeiros ajudaram as instituições financeiras locais a aumentar o crédito para o setor privado.

“Estima-se que a conta corrente tenha alcançado um superávit de 9,3% do PIB em 2018, refletindo em grande parte os preços médios mais altos do petróleo”, informou o FMI. As reservas internacionais somaram US$ 31 bilhões no final de dezembro, correspondentes a cinco meses e meio de importações do país. O país emitiu recentemente US$ 12 bilhões em bônus internacionais, mas os spreads conseguidos foram abaixo de emissões anteriores.

O setor bancário do Catar segue saudável, refletindo alta qualidade de ativos e forte capitalização, segundo o FMI. Os preços dos imóveis estão se ajustando a novos patamares, após aumento de 82% entre 2012 e 2016, seguido de queda de 15% no ano passado sobre 2017.  De acordo com o relatório do organismo internacional, as condições e perspectivas macroeconômicas do país permanecem favoráveis, mas há riscos.

O aumento do PIB deverá ser sustentado principalmente pela recuperação na produção de hidrocarbonetos e um crescimento robusto da economia em outros segmentos. De acordo com o FMI, o avanço do setor de não hidrocarbonetos reflete os efeitos de maiores investimentos realizados nos últimos anos, ritmo gradual de consolidação fiscal, ampla liquidez e aumento da atividade do setor privado.

AFP

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