Empresa de alimentos para pets abre mercado na Jordânia

A Nutrire deve começar a exportar ao país árabe até maio. Com a Jordânia, a companhia embarca ração para nove países árabes.

Bruna Garcia Fonseca
bruna.garcia@anba.com.br

São Paulo – A empresa de alimentos para cães e gatos Nutrire, com sede em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, fechou negócios com a Jordânia em fevereiro e deve começar a exportar para o novo mercado até o fim de maio. Agora, a companhia tem negócios ativos com nove países árabes. São eles Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Líbano, Bahrein, Líbia e Omã.

A previsão é que os negócios com a Jordânia rendam R$ 300 mil até o fim do ano. A princípio, será exportado um contêiner de 40 pés, o equivalente a cerca de 27 toneladas de produto, sendo que 80% é ração para gatos.

“Fechamos a negociação na feira Global Pet em Orlando (Estados Unidos) em fevereiro, e já teríamos iniciado a exportação se não fosse pela pandemia. Nosso certificado sanitário atende a exigência desse país, e temos previsão de fazer a primeira venda em maio”, disse Giane Danielli, gerente de importação e exportação da Nutrire, por telefone à ANBA. Será enviado um mix de todos os produtos que a companhia oferece, segundo ela.

A Nutrire vende para mais de 30 países e a participação dos árabes correspondeu a 17,62% do faturamento da empresa com as exportações do primeiro trimestre deste ano. Egito e Emirados Árabes são os principais países árabes compradores. No geral, os principais mercados são os sul-americanos Colômbia, Uruguai e Paraguai.

“A empresa tem 19 anos e iniciamos as exportações em 2004, começando pelos nossos vizinhos. Iniciamos as vendas aos árabes em 2014, e eles já têm uma participação importante pelo pouco tempo”, disse Danielli.

A gerente afirma que as exportações seguem no ritmo normal nesse momento de quarentena. “Estamos conseguindo exportar normalmente, o que está impactando é o custo do frete que subiu, mas fora isso estamos mantendo a operação”, disse. Segundo ela, o produto é considerado de consumo básico, ou seja, essencial na maioria dos países que trabalha, por isso não há tantos entraves.

O mercado externo representa 35% das vendas da companhia, que segue com planos de expansão e tem foco em Oriente Médio, África e Ásia, segundo Danielli. “Até 2025, queremos estar presentes em 50 países”, disse.

Divulgação

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