Fambras Halal terá estande no Fórum Brasil-Países Árabes

Certificadora terá estande virtual no evento que a Câmara Árabe promove na próxima semana. Em entrevista à ANBA, o presidente Mohamed Zoghbi contou sobre novos produtos que vêm conseguindo selo halal no Brasil, como cosméticos.

Bruna Garcia Fonseca
bruna.garcia@anba.com.br

São Paulo – Empresas de cosméticos, fármacos, produtos de beleza, indústria e frigoríficos, entre outros setores interessados no mercado árabe e islâmico, poderão se reunir de forma virtual com a certificadora Fambras Halal na área de exposições do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, que ocorre na semana que vem, de 19 a 22 de outubro.

Segundo o presidente da Fambras Halal, Mohamed Zoghbi, a certificadora terá uma participação efetiva no estande virtual. “As pessoas-chave já estão a postos para fazer as reuniões virtuais e dar os esclarecimentos devidos para todo o segmento halal, não é só frigorífico, mas também cosméticos, fármacos, produtos de beleza, é um leque muito grande de serviços”, disse à ANBA.

Zoghbi participará da abertura do fórum na segunda-feira (19) e as reuniões no estande virtual vão ocorrer ao longo dos quatro dias do evento. Ele informou que já tem algumas reuniões agendadas e que outras serão marcadas durante a exposição.

A Fambras Halal também irá assinar na terça-feira (20) um memorando de entendimento com a Câmara Árabe e outras entidades para o lançamento do sistema Ellos Blockchain. “Temos nossa responsabilidade no que tange à questão halal, toda a rastreabilidade do produto, e essas informações serão passadas para essa plataforma que então vai dar acesso às pessoas, consumidores, autoridades, de todo o processo e como ele se deu, para garantir a segurança e a rastreabilidade de tudo que é consumido nos países árabes e islâmicos”, disse Zoghbi sobre o papel da Fambras Halal no acordo.

Zoghbi comentou sobre o formato virtual desta edição do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, uma solução em tempos ainda pandêmicos. “Achei excelente, é um desafio muito importante para a Câmara Árabe, dadas as circunstâncias, ter vislumbrado essa forma de fazer esse fórum, virtual. Com certeza teremos sucesso nesse empreendimento, é o que desejamos”, disse.

Zoghbi falou sobre a parceria de longa data com a Câmara Árabe e sobre o papel das duas entidades para os negócios e relações internacionais entre o Brasil e os países árabes. “Nós temos uma parceria muito forte, sempre tivemos, em toda nossa história, tanto da Fambras quanto da Câmara Árabe, sempre participamos de missões empresariais e governamentais. Contribuímos muito com o governo brasileiro estando lado a lado nas missões, trazendo oportunidades para o Brasil e levando oportunidades para outros países, o que é fundamental para a imagem do Brasil lá fora. Tivemos um papel muito importante para o Brasil estar no patamar que está hoje”, declarou.

Mercado

Sobre a queda nos embarques de carne e frango do Brasil para os países árabes neste ano, Zoghbi informou que não observou um grande impacto na certificação halal. “As exigências se tornaram maiores por uma questão de segurança e o Brasil, as empresas, estão se adaptando a isso, estamos atendendo plenamente o que está surgindo, as novas normas internacionais”, disse.

Zoghbi também observou um grande crescimento nas exportações de cosméticos para o mercado Árabe e islâmico. O diretor da divisão industrial da certificação halal da Fambras, Dib Ahmad El Tarrass, informou à ANBA que “o mercado externo para cosméticos é crescente, países da Ásia, Europa estão se destacando fortemente”. Segundo ele, a Fambras Halal recentemente certificou três empresas de cosméticos, a Prolab, a Crol e a Biozer da Amazônia.

Os gastos dos muçulmanos com cosméticos foram estimados em US$ 64 bilhões em 2018, ante US$ 61 bilhões em 2017, conforme o relatório do Estado da Economia Islâmica Global 2019/2020. Estima-se que o setor irá alcançar US$ 95 bilhões até 2024, de acordo com o autor do relatório DinarStandard.

“As empresas menores, especialmente do Sudeste Asiático, tiveram que competir por espaço nas prateleiras com marcas mais estabelecidas e multinacionais, que também podem ter certificação halal. As novas marcas também tiveram que refletir as últimas tendências em cosméticos – de cores a aromas, design e embalagens – além de provar sua eficácia para fidelizar o cliente”, comentou Tarrass.

Divulgação

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