Happy hour em Dubai

Onde viajantes de negócios podem tomar um drinque depois do trabalho no centro empresarial da cidade nos Emirados.

Bruna Garcia Fonseca
bruna.garcia@anba.com.br

São Paulo – Viajei em fevereiro pela primeira vez a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, por uma semana para cobrir a feira da indústria alimentícia Gulfood. A mostra ocorreu nos pavilhões do Dubai World Trade Centre, um local que concentra inúmeros eventos ao longo do ano.

Era inverno nos Emirados, o que não impediu as altas temperaturas ao longo do dia, e um friozinho outonal à noite. Até choveu um pouco, acredite se quiser. No primeiro dia de feira, depois do expediente e com minhas reportagens entregues, me dei conta de que o hotel em que estava hospedada não servia bebidas alcoólicas – nem no frigobar do meu quarto, nem no restaurante. Fui ao mercadinho ali próximo, e nada. Não vendem álcool, é haram (“proibido”, em árabe), pensei. E agora? Onde eu poderia tomar uma cerveja depois de um dia exaustivo?

É o que estrangeiros que vão ao emirado a trabalho devem se perguntar ao perceber a quase abstinência etílica no país árabe de tradições islâmicas. Os mercados comuns não comercializam bebidas. Elas só podem ser encontradas em liquor stores (lojas especializadas) e compradas apenas por residentes estrangeiros que possuam um documento para tal.

O islamismo não permite o consumo de álcool, e em países como o Kuwait e a Arábia Saudita não há qualquer tipo de comercialização de bebidas, mas por Dubai ser a cidade mais global do mundo árabe, um grande centro de turismo e negócios, eles abriram algumas exceções para nós, estrangeiros, podermos bebericar um drinque por lá.

As opções se limitam ao consumo em hotéis, bares e restaurantes específicos, já que são poucos os estabelecimentos com licença para servir bebidas alcoólicas no emirado. Como o Millennium Plaza Hotel, onde me hospedei, não tinha a permissão, eu tive de me virar para encontrar algumas opções ali próximas.

(Continua após a galeria)

Alguns hotéis da região, como o Conrad e o Crowne Plaza, têm licença para servir álcool, então quem tiver sorte de se hospedar por lá já se beneficia. O Ibis, que fica dentro do Dubai World Trade Centre, também tem um bar. Mas não vai sair barato. Pode ser o restaurante mais badalado ou o pub mais tosco (para padrões de Dubai) que uma cerveja ou uma taça de vinho raramente sai por menos de 35 dirhams (cerca de R$ 35,00).

O que diminui o valor da conta em lugares, digamos, mais simples, é o preço da comida. Num bar americano como o Long’s Bar, no subsolo do hotel Rotana, ou o pub de estilo irlandês McGettigan’s, ao lado do pavilhão de exposições, o ticket médio acaba saindo bem mais em conta porque os aperitivos e lanches são baratos – mais que em um bar de São Paulo, por exemplo.

O Long’s Bar tem uma aura de inferninho, bar escuro com música alta e várias tevês ligadas em canais esportivos. É permitido fumar no local e são oferecidos como cortesia pipoca ou amendoim. As opções de aperitivos, sanduíches e pratos são de cozinha internacional, com hambúrguer, nachos, club sandwich e até carne de porco. Somente turistas ou estrangeiros residentes frequentam o local. Uma cerveja de 500 ml sai por volta de 40 dirhams. Na conversão, cerca de R$ 40,00.

O pub McGettigan’s fica bem próximo ao Dubai World Trade Centre. De estilo irlandês, com muito verde, sofás de couro preto e cabines, tem público, cardápio e faixa de preço parecidos com o Long’s Bar. Lá eu tomei um “pint” de Hoegaarden, uma witbier belga. A taça de vinho é o mesmo preço do chopp, mas a seleção de vinhos é limitada e a dose, ínfima. Também é permitido fumar. O McGettigan’s tem outras quatro casas em Dubai, duas em Abu Dhabi, uma em Fujairah, uma em Ajman, uma no Bahrein e deve abrir uma em Doha, no Catar, em breve.

O Blue Bar, do Novotel, e o Cave, bar de vinhos do Conrad, são opções mais caras ali próximas ao centro de convenções – esta última, ideal para os amantes do vinho. Claro que há outras opções de restaurantes e bares em Dubai, na região do Burj Khalifa e da Dubai Marina, por exemplo, mas são áreas mais afastadas do centro empresarial. De toda forma, é praticamente impossível se embebedar no emirado, a não ser que você esteja disposto a pagar o preço por isso. Tim tim!

Serviço

Long’s Bar

McGettigan’s

Blue Bar

Cave Bar

Bruna Garcia/ANBA
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Divulgação
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