Investimentos estrangeiros diretos na Tunísia crescem 17,7%

País recebeu US$ 431 milhões no primeiro semestre deste ano. Setor de energia foi o que mais atraiu recursos, seguido da indústria.

Da Redação
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Túnis – O fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) na Tunísia somou 1,142 bilhão de dinares tunisianos (US$ 431,43 milhões) no primeiro semestre, um aumento de 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com relatório divulgado pela Agência de Promoção de Investimentos Estrangeiros do país (Fipa, na sigla em inglês). As informações foram publicadas nesta quinta-feira (19) pela agência de notícias Tunis Afrique Presse (TAP).

Os investimentos no setor de energia cresceram 6,3% sobre o primeiro semestre de 2017, para 526 milhões de dinares (US$ 198,7 milhões). Os aportes na indústria subiram 21,6% na mesma comparação, para 403 milhões de dinares (US$ 152,2 milhões).

O setor de serviços recebeu 137,8 milhões de dinares (US$ 52 milhões), um acréscimo de 54,5% frente aos seis primeiros meses do ano passado. A agricultura atraiu 5,85 milhões de dinares (US$ 2,21 milhões), um aumento de 134,2% na mesma comparação.

Ainda segundo a TAP, o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Oriente Médio e Ásia Central, Jihad Azour (à esq. na foto acima), disse nesta quinta-feira, em Túnis, que o país apresentou indicadores positivos no primeiro semestre. O executivo se encontrou com o presidente tunisiano, Beji Caid Essebi (à dir. na foto).

Ele acrescentou que isto é um incentivo para que os parceiros internacionais da Tunísia continuem a apoiar a experiência democrática do país e seu programa de reformas econômicas, e que o FMI acredita na capacidade tunisiana de superar desafios internos e externos.

Essebi declarou, de acordo com a TAP, que os desafios da Tunísia só poderão ser superados com crescimento econômico, criação de empregos, proteção aos mais vulneráveis, desenvolvimento da capacitação dos jovens e com estabilidade para atrair investimentos estrangeiros.

Em entrevista à TAP, Azour disse que o país registrou um avanço gradual no programa de reformas acertado com o FMI, com a redução do déficit fiscal e indicadores positivos em alguns setores e nas exportações, mas isso ainda é insuficiente e o processo precisa ganhar mais ímpeto.

Ele recomendou especial atenção ao aumento do preço do petróleo, que pode afetar o equilíbrio fiscal, e aos índices de inflação, e defendeu a continuidade das reformas. Azour disse ainda que em médio e longo prazos o país deve diversificar suas fontes de energia para reduzir a dependência em combustíveis fósseis.

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