Parcerias: caminho para entrar nos Emirados Árabes

Essa é uma das conclusões do secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, que acompanhou a missão do setor de construção civil ao país. Os empresários que viajaram aos Emirados acreditam que há oportunidades para os brasileiros na região.

Marina Sarruf
marina@anba.com.br

Marina Sarruf


São Paulo – Formar parcerias com empresas árabes pode ser o melhor caminho para entrar no mercado de construção civil dos Emirados Árabes Unidos. Essa é uma das conclusões do secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, que participou da missão empresarial brasileira aos emirados de Abu Dhabi e Dubai, entre os dias 22 e 28 de abril.


"A empresa estrangeira não é majoritária. O parceiro local deve ter 51% do capital, por isso é preciso achar o parceiro certo", afirmou Alaby. Para ele a formação de parcerias pode render projetos também fora dos Emirados, como no caso da construtora brasileira Norberto Odebrecht, que construiu um terminal marítimo para granéis líquidos no Djibuti, localizado no norte da África.


Da mesma opinião é o diretor da empresa Sociedade Incorporadora e Construtora (Sinco), Paulo Sanchez, que acredita que na área de prestação de serviços, por exemplo, é preciso se instalar no local. "Eu senti que os árabes têm muito interesse em fazer negócios com o Brasil", disse ele, que participou da missão. No entanto, Sanchez acredita que as empresas brasileiras têm mais chances na área de material de construção, como pisos, granitos, mármores e portas.


Segundo o diretor da empresa Lucio Engenharia e Construções, Luiz Alberto M. Lucio Mendonça, o mercado de construção civil dos Emirados é promissor. "É um lugar cheio de oportunidades desde que se descubra um nicho a ser explorado", afirmou. Para Mendonça, cabe às empresas brasileiras, junto à Câmara de Comércio Árabe Brasileira, descobrir o que falta no mercado árabe. "Depois que identificarmos o nicho, podemos formar parcerias para atuar nos Emirados", acrescentou.


De acordo com Alaby, as empresas que participaram da missão devem manter contato com as empresas árabes visitadas nos Emirados, como a Emmar Properties, Dubai Properties e as construtoras Nakheel e Sourouh Real State. "É preciso definir um planejamento estratégico para entrar nesse mercado", disse Alaby. Ele também sugere que os empresários brasileiros participem de feiras nos países árabes.


Para o chefe da missão, Salvador Benevides, diretor da empresa Projeto Engenharia, a área de gestão de obras tem muito a ser desenvolvida, o que pode ser um caminho para as empresas brasileiras entrarem nesse mercado. A Projeto Engenharia também trabalha com casas pré-fabricadas e Benevides notou uma forte presença desse produto nos Emirados. "Tenho interesse de voltar para os Emirados para ver essa questão. Mas para atuarmos nesse ramo no país é preciso montar uma fábrica local", disse.


Visitas


O grupo de 18 empresários brasileiros viajou aos Emirados com o objetivo de conhecer as obras e projetos do país árabe. "Tudo lá impressiona pela grandiosidade e ousadia das obras", afirmou Benevides. Segundo ele, a construção do Burj Dubai, prédio que pretende ser o maior do mundo, e as ilhas artificiais, como as The Palms, são projetos arrojados. "Dubai quer se tornar um centro de turismo mundial", disse.


Além dessas obras, o grupo visitou hotéis, shopping centers, bairros residenciais e comercias, como o Jumeirah Beach Residence, Business Bay, Dubai Marina e Dubai Waterfront.   

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