Prioridade do G20 é acesso equitativo à vacina contra covid

No último dia da Cúpula do G20 com os sauditas na presidência do grupo, a necessidade de seguir investindo nas vacinas foi um dos temas destacados. “No G20, concordamos em não poupar esforços na criação de condições para um acesso equitativo às vacinas covid-19, tratamentos e ferramentas de diagnóstico. Ainda estamos trabalhando nisso”, disse Bin Salman.

Thais Sousa
tsousa@anba.com.br

São Paulo – Promover o acesso equitativo às vacinas contra a covid-19 é uma das prioridades dos líderes que compõem o G20, afirmou príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman Bin Abdulaziz Al Saud (foto acima), em discurso neste domingo (22). Este foi o último dia da Cúpula do G20 com os sauditas na presidência do bloco, que teve início no sábado (21).

O evento ocorreu de forma virtual como medida de prevenção ao novo coronavírus com participação de 19 líderes das maiores economias globais mais a União Europeia. “Esta pandemia não conhece fronteiras”, afirmou Mohammed Bin Salman.

Para apoiar o combate à pandemia, o príncipe destacou que os sauditas contribuíram com US$ 500 milhões dos mais de US$ 21 bilhões que o G20 se comprometeu a disponibilizar. O valor é destinado a financiar especialmente o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico, vacinas e tratamentos eficazes.  “No G20, concordamos em não poupar esforços na criação de condições para um acesso equitativo às vacinas covid-19, tratamentos e ferramentas de diagnóstico. Ainda estamos trabalhando nisso”, disse Bin Salman.

Em coletiva de imprensa que encerrou o evento, o ministro das Finanças saudita, Mohammed Al-Jadaan, reafirmou o compromisso do G20 com a produção das vacinas. “Nós fornecemos recursos para as vacinas e se um país for deixado para trás, nós também ficaremos para trás. Isso está muito claro”, afirmou Al-Jadaan, lembrando que outras instituições como Banco Mundial e o Banco Islâmico também contribuíram com ações como a aliança Covax, iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) para garantir o acesso equitativo a uma futura vacina da covid-19.

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Na presidência do grupo neste ano, os sauditas também propuseram que o chamado Grupo dos 20 passe a promover pesquisa e desenvolvimento (P&D) e distribuição de ferramentas de diagnóstico, tratamento e vacinas para todas as doenças infecciosas, além de encorajar e facilitar o financiamento internacional para a preparação global para uma pandemia, e apoiar a formação de epidemiologistas de todo o mundo. “O Reino da Arábia Saudita continuará a apoiar os esforços internacionais relacionados ao fornecimento de tratamentos e vacinas contra covid-19 equitativas e acessíveis para todos, assim que estiverem disponíveis. Eu sei que muitos se juntam a nós neste compromisso. Vamos trabalhar em conjunto com os nossos parceiros internacionais e a presidência italiana do G20 no próximo ano para o alcançar”, concluiu o príncipe saudita.

Economia Circular de Carbono

Outro programa endossado durante a presidência saudita do G20 foi a plataforma Circular Carbon Economy (CCE), que é a Economia Circular de Carbono. O plano tem objetivo de melhorar o gerenciamento de emissões de carbono em todos os setores da economia e garantir o acesso à energia mais limpa e sustentável.

Durante o evento paralelo ‘Safeguarding the Planet’, que em português quer dizer “Protegendo o Planeta”, que ocorreu também neste domingo, o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al-Saud, afirmou que o seu país lançará formalmente um Programa Nacional de Economia de Carbono Circular. “Pedimos a outros países que trabalhem conosco para ajudar a alcançar os objetivos deste programa: combater as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, criar crescimento na economia e aumentar o bem-estar da humanidade”, destacou Salman bin Abdulaziz Al-Saud.

A Economia Circular de Carbono é uma estratégia que prevê o uso de quatro tipos de ações ambientais voltadas a produtos de carbono: redução, reutilização, reciclagem e remoção, esse último de elementos nocivos da atmosfera.

Divulgação/G20

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