São Paulo – A empresa aérea marroquina Royal Air Maroc deverá ampliar de quatro para cinco voos semanais a frequência entre Casablanca e São Paulo até o final deste ano. Em entrevista à ANBA, o diretor regional da Royal Air Maroc para a América Latina, Othman Baba, afirmou que a empresa tem planos de voar também para o Rio de Janeiro, porém precisa ter ao menos cinco voos semanais para a capital paulista para ampliar as operações no País. A companhia aérea marroquina participa até quinta-feira (16) da feira WTM Latin America, em São Paulo, no estande da autoridade de turismo do Marrocos.
A Royal Air Maroc voou para o Rio de Janeiro até o começo dos anos 1990. Retomou as operações no País em 2013, mas precisou suspendê-las na pandemia, em 2020. Voltou a voar em definitivo em 2024, com três voos semanais, frequência que foi ampliada no fim do ano passado para quatro voos por semana, feitos sempre com o avião Boeing 787.
“Trabalhamos para reforçar São Paulo. Então, depois, podemos abrir operações no Rio de Janeiro. Mas não se pode atingir nível sustentável da operação antes de se alcançar entre cinco ou seis voos semanais para o único destino de São Paulo, que é o coração da nossa atividade. Após atingir a sustentabilidade, é possível expandir”, disse Baba à ANBA na WTM na terça-feira (14). Neste ano, a empresa passou a voar para mais cidades, entre entre elas Los Angeles, nos Estados Unidos, e São Petersburgo, na Rússia, além de destinos europeus.
Baba afirmou que operação em São Paulo tem sido um “sucesso”, pois a rota entre São Paulo e Casablanca tem ocupação média de 80% dos voos. Por esse motivo, ele explicou que a empresa “fica positiva para o futuro”.
Ainda de acordo com o diretor regional, 90% dos viajantes desta rota são turistas de lazer, entre os quais aqueles que vão ao Marrocos para visitar parentes e amigos. Os outros 10% são turistas de negócios, um segmento que tem potencial de crescimento, afirma Baba, em razão da expansão das relações comerciais entre os dois países, especialmente em setores como agronegócio e energia. Baba observou que a presença do embaixador do Marrocos no Brasil na feira, Nabil Adghoghi, mostra a importância que o Brasil tem para o Marrocos.
O executivo afirmou que o conflito no Golfo é motivo de preocupação porque impacta diretamente na operação das empresas aéreas, sobretudo nos custos com combustível. Afirmou, porém, que o Marrocos tem “sorte” por estar distante das zonas de guerra. Ele disse que os clientes não estão cancelando as viagens com a empresa, exceto nas regiões do conflito.
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