Casablanca – O espaço da poltrona da aeronave é maior, permitindo sentar mais confortavelmente, e as cadeiras ficam em área separada das demais, com maior privacidade. Não se trata de um assento na classe Business de um avião, mas de uma opção intermediária que a companhia aérea Royal Air Maroc oferece em seus voos diretos entre Casablanca e São Paulo na aeronave Boeing 787-9 Dreamliner.
Se tem sono, é mais fácil de se acomodar na poltrona, recliná-la e dormir. Com mais espaço, também descomplica fazer a refeição servida no voo, ver o filme no sistema de entretenimento de bordo, conversar com o vizinho de assento sem precisar fazê-lo de forma tão próxima ou até passar pela poltrona ao lado para ir até o banheiro se estiver sentado em uma numeração no meio ou janela.

A Royal Air Maroc dispõe no Boeing 787-9 Dreamliner os tradicionais lugares na classe Executiva e na classe Econômica, mas na Econômica tem assentos premium, que são as primeiras numerações. De acordo com a assessoria de comunicação da companhia no Brasil, no total são 28 desses assentos em quatro fileiras, 5, 6, 7 e 8, com configuração 2x3x2, ou seja: há um par de poltronas em cada lateral da aeronave e três assentos no meio, entre os corredores.
O voo de São Paulo a Casablanca não é um dos mais longos entre as linhas diretas do Brasil para o mundo árabe (para os Emirados Árabes são 15 horas). São cerca de nove horas de voo. Em uma experiência de estar nesse trajeto com a Royal Air Maroc em maio, foram servidas duas refeições durante o percurso, uma quente e um lanche. O avião é silencioso, o ar da cabine é menos seco do que em aeronaves mais antigas e frequentemente é perfumado pela equipe de bordo. As janelas são de bom tamanho para aquela espiada.

Com seus Dreamliner na rota e outras medidas, a Royal Air Maroc vem demonstrando um interesse crescente pelo viajante brasileiro. Após retomar no final de 2024 os voos diretos Casablanca-São Paulo, que foram suspensos em 2020 por causa da pandemia de covid-19, a empresa vem ampliando a frequência da linha. Material divulgado pela empresa recentemente coloca o Brasil como seu principal mercado fora do continente africano e informa que há perspectivas de ter voos diários até 2028.
A rota foi retomada com três voos semanais. Após cerca de um ano de operação, a empresa aumentou a frequência para quatro voos por semana e já anunciou a quinta frequência para novembro ou dezembro de 2026. O Rio de Janeiro também terá voo direto a Casablanca em 2027. “O Brasil tem se consolidado como um mercado estratégico para a Royal Air Maroc, sustentado por resultados operacionais positivos e por uma demanda consistente”, disse o diretor regional da Royal Air Maroc para a América do Sul, Othman Baba, em material divulgado no anúncio da quinta frequência.
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A jornalista viajou a convite da Royal Air Maroc, Dar Ba Sidi & Spa e agência Alizés


