Casablanca – Vista de longe, ela é majestosa e bela. De perto, entrega ainda o silêncio e a paz possíveis de encontrar nas grandes casas de Deus. Essa é a Mesquita Hassan II. O título que carrega, de uma das maiores mesquitas do mundo com o mais alto minarete, ajuda a dimensionar a imponência desse templo muçulmano que fica em Casablanca, no Marrocos, e é dono ainda de outras grandiosidades, como espaço para orar de dois hectares e feixe luminoso de 30 quilômetros em direção à cidade sagrada de Meca.

A mesquita é ponto certo para quem vai a turismo a Casablanca, sendo o viajante seguidor do Islã ou não. Ao redor de 850 mil pessoas visitam o templo por ano, segundo o guia de turismo que apresentava o local a um grupo de brasileiros no final de maio. A torre de 200 metros de altura, chamada minarete e de onde saem as chamadas para as orações islâmicas diárias, é cenário para fotos de asiáticos, americanos e gente de todas as partes do mundo que passa pelo local – não é permitido aos visitantes subir no minarete.
O nome da mesquita leva o nome do rei que lançou sua pedra fundamental em 1986 e a inaugurou, em 1993, Hassan II, já falecido e pai do atual monarca marroquino, Mohammed VI. A construção se deu com o intuito de ter em Casablanca um grande monumento, já que outra grande obra da arquitetura, o mausoléu do rei Mohammed V, pai de Hassan II, foi construído em Rabat, capital do Marrocos.

O guia faz questão de contar da inspiração da construção da mesquita em verso do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos: “o trono de Deus estava sob as águas”. Assim, a mesquita foi erguida à beira do Oceano Atlântico, de uma forma que parece flutuar nas águas. O trabalho de construção envolveu 12.500 trabalhadores e artesãos – o arquiteto principal foi o francês Michel Pinseau (1924-1999).
Os materiais usados, seus tamanhos e origens, causam curiosidade nos turistas, que, ao guia, perguntam e perguntam. E descobrem sobre a madeira de cedro ali presente, também sobre o mármore, as cúpulas do teto, as suntuosas vigas e lustres. Também ficam sabendo que o piso tem sistema de aquecimento e o teto se abre para ventilação quando a mesquita está cheia. A capacidade de pessoas em oração dentro da mesquita é de 25 mil, segundo os dados oficiais.

A imensidão do chão da sala de oração impressiona. A altura do pé direito também. Tudo é tão grande que os corpos dos visitantes que circulam por ali parecem minúsculos. Mesmo uma voz que não consegue fazer silêncio ou falar baixo, como o ambiente pede, se perde na vastidão da mesquita. Impossível passar por ali e não refletir um pouco sobre fé e humanidade. A Mesquita Hassan II é um convite para apreciar o belo e viver o divino.
Além do interior do templo e sua sala de oração majestosa, em uma visita à mesquita também vale passear por sua parte externa, onde o piso do pátio tem capacidade de 80 mil pessoas e do qual é possível avistar o mar, e ir até as salas de ablução que abrigam fontes em formato de flores de lótus. Esses ambientes servem para o ritual de higiene ou purificação que os muçulmanos fazem antes de orar.
Para saber mais sobre a Mesquita Hassan II, dias e horários de visitação, acesse o site oficial.
Leia abaixo as demais reportagens da série sobre turismo no Marrocos:
A jornalista viajou a convite da Royal Air Maroc, Dar Ba Sidi & Spa e agência Alizés


