Levantamento do FMI mostra que incertezas no comércio podem afetar crescimento mundial em 2019, mas em algumas regiões, como no Oriente Médio, elas seguem moderadamente baixas.
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Conselho Executivo divulgou relatório sobre o país árabe e prevê que o crescimento do PIB não petrolífero será de 5,4% em 2019.
Fundo libera parcela de US$ 2 bilhões, a última de um acordo de US$ 12 bilhões firmado em 2016. Diretor-gerente interino da instituição elogia reformas realizadas pelo país.
Produto Interno Bruto (PIB) do país deve crescer 1,9% em 2019, ante 2,2% em 2018, e depois acelerar para 3% em 2020.
Relatório do FMI divulgado traz dados positivos sobre o país árabe, como projeção de avanço de 2,6% do PIB neste ano, contra 2,2% em 2018. Catar conseguiu consolidação fiscal, apesar dos preços menores do petróleo, segundo o organismo.
Previsão do FMI é que economia do país árabe avance 6,7% neste ano, após 3,6% em 2018.
FMI divulgou perspectivas econômicas para Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão. Organismo pede reformas pelo crescimento para que seja possível gerar empregos em ambiente de volatilidade do preço do petróleo, baixo crescimento e tensões geopolíticas e comerciais.
Recuperação das cotações internacionais da commodity no ano passado fortaleceram confiança no país, mas ainda há desafios, principalmente a consolidação fiscal, segundo relatório do FMI.
Em meio a riscos, o crescimento mundial vem enfraquecendo, diz a conselheira econômica e diretora do Departamento de Estudos do Fundo Monetário Internacional, Gita Gopinath.
Diretora-gerente do FMI disse que o país precisa de auxílio financeiro mais do que nunca para poder lidar com um grande número de refugiados e ao mesmo tempo fazer ajuste fiscal.
País tem acordo com o Fundo para financiamento de um programa de reformas no valor de US$ 160 milhões.
Sai de vigor no dia 4 de dezembro permissão para que estrangeiros retirem em dólares seus investimentos em títulos públicos e bolsas no país árabe. Ação deve dar mais volatilidade à libra egípcia.
FMI pede que países do Oriente Médio e Ásia Central se apressem em reduzir dívidas diante de um cenário de condições financeiras globais mais apertadas.
Na quarta revisão do programa de reformas econômicas, concluída nesta quarta-feira, a equipe do Fundo Monetário Internacional que visitou o país árabe recomendou a liberação de nova parcela do empréstimo acordado de US$ 12 bilhões.

