Árabes importam menos carne bovina brasileira em 2020

Egito, Arábia Saudita e Emirados, principais países árabes compradores do produto, apresentaram queda na importação. Nas exportações totais, o Brasil teve recorde, ultrapassando 2 milhões de toneladas em 2020.

Da Redação
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São Paulo – Os três principais países árabes compradores de carne bovina brasileira tiveram queda no volume importado em 2020, frente a 2019. No ano, o Egito foi o segundo maior comprador de carne bovina brasileira, com 127.953 toneladas. O volume, no entanto, representou queda de 23% em relação a 2019. A Arábia Saudita, sexto no ranking geral, com 41.067 toneladas, também teve queda de 4,4% no volume comparado a 2019. Na sequência estão os Emirados Árabes Unidos, com 40.860 toneladas, queda de 44,2% no volume comprado em 2020 frente ao ano anterior.

Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) nesta sexta-feira (08), a partir da compilação de informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Decex) do Ministério da Economia. Para 2021, a associação espera que haja crescimento nas importações de mercados como o dos países árabes. Para isso, a Abrafrigo aposta na melhora da economia mundial impulsionada pelo início da vacinação contra a covid-19. No total, o crescimento previsto para as exportações de carne bovina brasileira é de 5%.

No total, as exportações de carne bovina do Brasil ultrapassaram 2 milhões de toneladas no ano. O número é recorde no setor, e o resultado foi um crescimento de 8% em volume e de 11% na receita do ano passado frente a 2019.

A China, somando as compras pelo continente e pela cidade estado de Hong Kong, foi a grande responsável pelo recorde, importando sozinha 1.182.672 toneladas. A receita gerada foi de US$ 5,1 bilhões, o que significou aumento nas compras de 58,6% em volume e de 60,7% na receita obtida com as compras do produto brasileiro.

No mês de dezembro, o volume exportado pelo Brasil foi de 168.156 toneladas, 3% menor do que o mesmo mês de 2019. Ainda em dezembro de 2020, a receita foi de US$ 741 milhões, com queda de 12% frente ao mesmo período do ano anterior.

Leonardo Benassatto/AFP

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