Câmara Árabe apoia preservação da memória da imigração

Entidade assinou convênio com a Universidade Espírito Santo de Kaslik, do Líbano, para promover a digitalização de documentos que registram o estabelecimento da comunidade sírio-libanesa no Brasil.

Alexandre Rocha
alexandre.rocha@anba.com.br

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São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe Brasileira vai apoiar um programa de digitalização de documentos relativos à imigração sírio-libanesa na América Latina da Universidade Espírito Santo de Kaslik (Usek, na sigla em francês), do Líbano. A projeto é uma iniciativa da biblioteca da universidade e do Centro de Estudos e Culturas da América Latina da instituição (Cecal), dirigido pelo brasileiro Roberto Khatlab.

No mês passado, o vice-presidente de Marketing da Câmara Árabe, Riad Younes, visitou a universidade e assinou um acordo sobre o tema com seu reitor, Georges Hobeika. A ideia é levantar documentos que componham a memória da imigração no Brasil, como fotografias, cartas, certidões, jornais e revistas, e digitalizá-los.

“Estes documentos podem estar se perdendo, então vamos emprestá-los da comunidade, digitalizá-los e depois devolver para seus donos”, disse Younes. “Este projeto fortalece a ponte entre o Brasil e Líbano”, comentou Khatlab por e-mail.

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A Usek tem em suas instalações os equipamentos necessários para este trabalho e, como parte do acordo, fornecerá à Câmara Árabe maquinário semelhante e treinamento para um profissional fazer o serviço. A Câmara ficará responsável por pagar o salário desta pessoa e por levantar o material junto à comunidade sírio-libanesa no Brasil.

Além de ajudar a preservar a memória da imigração, a Câmara Árabe poderá acessar o banco de dados e figurar como apoiadora de pesquisas e publicações feitas a partir dele. Os arquivos digitais ficarão armazenados na Usek, mas pesquisadores brasileiros poderão consultá-los.

Nos próximos meses, a entidade começará a divulgar o projeto com mais intensidade para que pessoas e instituições interessadas emprestem seus documentos para digitalização. O próprio acervo da Câmara e de seus diretores representa uma boa base inicial para este trabalho, segundo Younes.

A Usek já desenvolve o programa de digitalização de documentos da imigração libanesa em outros países.

Divulgação

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