Economia se reestrutura para internacionalização, diz Temer

Presidente Michel Temer falou na abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2018. Câmara Árabe também esteve representada no evento, organizado pela Apex-Brasil.

Bruna Garcia Fonseca
bruna.garcia@anba.com.br

São Paulo – O presidente Michel Temer afirmou que a economia brasileira está se reestruturando para uma internacionalização e que medidas como a criação da nova lei do pré-sal, a expansão de concessões e privatizações, a modernização dos marcos regulatórios e a desburocratização são pontos positivos para atrair investidores internacionais ao Brasil.

O presidente brasileiro falou na abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2018, que teve início na manhã desta terça-feira (29), no World Trade Center, em São Paulo, e do qual participaram outras autoridades (na foto acima) como o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno. O evento foi organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Temer enfatizou o resgate do livre comércio entre o Mercosul e outros países e blocos econômicos, principalmente a União Europeia. “Vemos uma crescente integração do mercado brasileiro aos mercados globais; no Mercosul, resgatamos a vocação original para o livre mercado, concluindo novos acordos, e estamos avançando com a aliança do Pacífico, retomando negociações antigas e fazendo novos acordos, com o Canadá, Singapura e Coreia do Sul; também estamos entrando na reta final entre o Mercosul e a União Europeia”, pontuou.

Disse também que “o Brasil é o país não membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que aderiu ao maior número de instrumentos na organização, sinalizando nosso firme compromisso com as melhores práticas com a gestão pública e privada”.

Ele afirmou que “o setor privado desempenha papel central de desenvolvimento, e que as empresas, grandes, médias e pequenas, são os melhores geradores de riquezas e oportunidades no País”.

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No evento

Em seu discurso, o presidente do BID disse que o Brasil é um exemplo para a América Latina e que o setor privado tem papel de protagonista na economia nacional. “Acredito no potencial do Brasil, e não só na Copa do Mundo [risos], e apesar deste momento difícil da greve dos caminhoneiros”, afirmou Moreno. O Brasil passa por momento de tensão em função de uma greve de caminhoneiros que paralisou o abastecimento de combustível e bloqueou rodovias no País, prejudicando o fornecimento de produtos para a população e a exportação.

“Nós estrangeiros vemos o Brasil como um país com a oitava economia do mundo, que voltou a crescer; com todo tipo de recursos naturais e a maior classe média da região; um país que tem tudo para triunfar”, reforçou. Moreno é colombiano.  Apenas Temer e Moreno discursaram na abertura.

Estiveram presentes no fórum o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, e o diretor-geral da Câmara, Michel Alaby. Hannun disse que eventos como esse são muito importantes para reforçar os investimentos de países árabes no Brasil, e conversou com empresários, embaixadores árabes e autoridades como o vice-governador do estado do Maranhão, Carlos Brandão.

Para Hannun, este é um momento de gerenciamento de crise e é preciso assegurar aos árabes de que o Brasil é estável para que eles mantenham seus investimentos, principalmente no alimento brasileiro. “Estamos fazendo um trabalho de continuidade nos investimentos porque os árabes têm um capital importante e o Brasil é atrativo, então nós temos um trabalho importante de manter e expandir estes investimentos a longo prazo, porque o Brasil tem um potencial fantástico”, arrematou.

Sobre

O Fórum de Investimentos Brasil 2018 tem por objetivo destacar as oportunidades de investimentos em setores estratégicos da economia brasileira, como infraestrutura, agronegócio, energia, construção, tecnologia e inovação. O evento, que vai até esta quarta-feira (30), conta com painéis diversos, com representantes do setor público e privado. O primeiro painel após a abertura foi sobre as Perspectivas da Economia Brasileira, e teve a presença do ministro do Planejamento Esteves Colnago, do secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk, e de executivos de grandes empresas e bancos presentes no Brasil.

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