Golfo deve se adaptar a preços menores do petróleo

Relatório do FMI convoca países do Conselho de Cooperação do Golfo a ajustarem urgentemente as políticas fiscais às cotações da commodity, que devem entrar em período de declínio em até duas décadas.

Da Redação
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São Paulo – Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), que representam um quinto da produção mundial do petróleo, precisam adaptar urgentemente suas políticas fiscais à realidade dos preços do petróleo, que devem permanecer mais baixos no longo prazo. A informação faz parte de um documento divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira (06).

Segundo o relatório “O futuro do petróleo e a sustentabilidade fiscal na região do GCC”, o mercado mundial de petróleo passa por mudanças, com novas tecnologias sendo utilizadas para economia de energia e preocupações crescentes com o meio ambiente afastando o mundo gradualmente da commodity. O documento do FMI afirma que isso é um desafio significativo para os exportadores de petróleo do Golfo.

A instituição financeira afirma, porém, que os países do GCC reconheceram a necessidade de reduzir a dependência do petróleo e estão implementando reformas para a diversificação das suas economias. Segundo o FMI, com a atual posição fiscal, a riqueza financeira da região poderá se esgotar em 2034. Para que os países tenham sustentabilidade fiscal, é preciso uma consolidação importante nos próximos anos.

Segundo o FMI, espera-se que a demanda por petróleo cresça mais lentamente e passe a declinar nas próximas duas décadas. O organismo acredita que a diversificação econômica da região e o desenvolvimento do setor privado devem ser feitos de forma mais rápida. Isso deve ser implementado por meio de reformas, que devem ser aceleradas. O organismo acredita, no entanto, que a demanda contínua por gás natural beneficiará os países do Golfo que têm reservas consideráveis de gás.

O preço do petróleo chegou a ser negociado acima dos US$ 100 em 2014 e depois começou a cair. A cotação da commodity voltou a subir para cerca de US$ 80 no final de 2018, mas desde então se estabeleceu em patamares mais baixos, com subidas e descidas não tão significativas. Atualmente o valor do Brent está na casa dos US$ 55.

Stringer/AFP

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