Qatar Petroleum é uma das vencedoras de licitação no Brasil

Estatal do Catar arrematou o bloco de Titã, na Bacia de Santos, na 5ª Rodada de Partilha da Produção do Pré-sal, em consórcio com a ExxonMobil. Leilão ocorreu nesta sexta-feira.

Da Redação
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São Paulo – A Qatar Petroleum foi uma das empresas vencedoras da 5ª Rodada de Partilha da Produção de Blocos do Pré-Sal, realizada nesta sexta-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro. Em consórcio com a ExxonMobil, a Qatar Petroleum arrematou o bloco de Titã, na Bacia de Santos, litoral Sudeste do Brasil.

A operadora do consórcio será a ExxonMobil, com 64% de participação. A fatia da Qatar Petroleum, por meio de sua subsidiária QPI Brasil, é de 36%.

“Este é o terceiro sucesso da Qatar Petroleum no Brasil em menos de um ano, o que amplia nossa presença em uma das bacias de maior potencial do mundo”, disse o presidente da Qatar Petroleum, Saad Sherida Al-Kaabi (foto acima), segundo nota da companhia. “Esta vitória é um novo marco em nossa estratégia de criar um portfólio internacional de grande escala, ao passo em que exploramos a América Latina como uma importante área central para a Qatar Petroleum”, acrescentou.

Desde outubro de 2017, a Qatar Petroleum arrematou blocos de exploração e produção em três licitações no Brasil, todas as vezes em consórcio com outras empresas.

Licitação ocorreu nesta sexta-feira, no Rio

Na rodada desta sexta, foram arrematados quatro blocos oferecidos pela ANP. Além de Titã, Saturno, Pau-Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde. O leilão arrematou R$ 6,82 bilhões em bônus de assinatura, sendo que Titã corresponde a R$ 3,125 bilhões.

A expectativa de arrecadação do governo brasileiro em royalties e tributos com estes blocos é de R$ 240 bilhões nos próximos 35 anos.

Pelo regime de partilha desta licitação, a União fica com parte da produção de petróleo e gás natural dos blocos. O ágio médio ofertado pelos consórcios foi de 170,58% acima do percentual mínimo indicado no edital. No caso do bloco de Titã, o ágio ofertado foi de 146,48%, o que significa que 23,49% da produção ficará para a União.

Mohamed Farag/Anadolu Agency/AFP
Divulgação

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