São Paulo – A economia da Síria continua a se recuperar neste ano, com a retomada de setores como a agricultura e devido à entrada de visitantes e refugiados. Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) se reuniu com autoridades na capital, Damasco, entre 19 e 23 de julho e, nesta terça-feira (4), divulgou as conclusões referentes a estes encontros. Entre elas, a de que a economia está crescendo, em parte, em razão do consumo e do retorno de cerca de 1,5 milhão de refugiados.
O FMI afirma que a economia começou a se recuperar em 2025 em razão do aumento da confiança dos consumidores e investidores, impulsionado pela reintegração da Síria à economia global. Mesmo uma grande seca que atingiu o país e afetou a produção no campo no ano passado não foi capaz de frear essa retomada. Para este ano, é esperado “um crescimento de dois dígitos” mesmo com o conflito que atinge o Oriente Médio em curso.
Esse crescimento é impulsionado pelas chuvas que permitiram o crescimento da agricultura, produção de hidrocarbonetos e fornecimento de eletricidade em expansão e avanço do comércio e dos serviços. “A atividade econômica é sustentada pelo retorno contínuo de refugiados, um grande aumento no número de visitantes e, de forma mais geral, pelas políticas das autoridades voltadas para a restauração da estabilidade macroeconômica e para a obtenção de uma recuperação forte, liderada pelo setor privado”, afirmou o chefe da missão do FMI à Síria, Ron van Rooden, em comunicado do fundo.
A expectativa é de que o crescimento econômico permaneça forte no ano que vem, porém deverá se manter desigual entre as regiões sírias com uma taxa de pobreza ainda alta. A inflação deverá se manter elevada neste ano em razão do aumento do consumo e dos altos custos com importação de combustível e alimentos. Mas há a expectativa de que a pressão inflacionária perca força em 2027 com a manutenção de políticas monetárias e fiscais.
O FMI avaliou que a Síria ainda demanda apoio internacional em razão das necessidades humanitárias do seu povo. “A reintegração sustentável dos refugiados que retornam e dos deslocados internos exige apoio que vá além da assistência humanitária, com foco também na criação de oportunidades de emprego produtivo, na melhoria da prestação de serviços públicos e na restauração de habitações e infraestruturas”, afirmou o fundo em nota.
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