Saldo comercial brasileiro recua

País registrou superávit de US$ 10,9 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 11% sobre o mesmo período de 2018. Em março, saldo ficou em US$ 5 bilhões, uma redução de 22%.

Da Redação
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São Paulo – No primeiro trimestre de 2019, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 10,889 bilhões, queda de 11,1% em relação ao mesmo período de 2018. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (01) pelo Ministério da Economia.

Até agora, no acumulado de 2019, as exportações somaram US$ 53,026 bilhões. Com relação à 2018, as exportações encolheram 3%, pela média diária. Já as importações somaram US$ 42,138 bilhões, número 0,7% menor do que no mesmo período anterior, ainda pela média diária. A corrente de comércio somou US$ 95,164 bilhões, queda de 2,0% sobre o primeiro mesmo trimestre de 2018.

As exportações de manufaturados tiveram queda de 9,8%, para US$ 19,442 bilhões, e os semimanufaturados de 3,5%, para US$ 7,16 bilhões. Por outro lado, os as vendas de produtos básicos cresceram 8,7%, para US$ 26,421 bilhões.

No mês de março, isoladamente, o saldo comercial ficou positivo em US$ 4,99 bilhões. O valor é 22,3% menor do que o alcançado em igual período de 2018. No mês, a exportação brasileira fechou em US$ 18,12 bilhões, uma queda de 1,0% em relação a março de 2018. No comparativo com fevereiro de 2019, houve aumento de 17,1%, pela média diária.

As importações totalizaram US$ 13,13 bilhões, aumento de 5,1% em relação ao mesmo mês de 2018, e de 9,5% sobre fevereiro de 2019. No período, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 31,25 bilhões, crescimento de 1,5% na mesma comparação.

As exportações de produtos básicos foram 7,9% maiores em relação a março de 2018, com US$ 9,689 bilhões. As vendas de manufaturados somaram US$ 6,148 bilhões, uma queda de 6,5% na mesma comparação; e as de semimanufaturados totalizaram US$ 2,282 bilhões, recuo de 0,5%.

Entre os compradores, a região do Oriente Médio cresceu em 57,4% em março com relação ao mesmo mês de 2018. Segundo o ministério, principalmente por conta de aviões, minério de ferro, farelo de soja, soja em grãos, partes de motores e turbinas para aviação, milho em grãos, carne bovina e laminados planos de ferro/aço.

Tânia Rêgo/Agência Brasil

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